/

Home

/

Noticias

/

Brasil

/

STF nega, por unanimidade, recurso de mulher que pichou ‘Perdeu, mané’ em estátua da Justiça

STF nega, por unanimidade, recurso de mulher que pichou ‘Perdeu, mané’ em estátua da Justiça

Por Fellipe Gualberto/Estadão

13/06/2025 às 22:00

Atualizado em 13/06/2025 às 22:00

Foto: Reprodução/Processo judicial

Escultura foi pichada com batom pela cabeleireira Débora Rodrigues

A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta sexta-feira, 13, o recurso apresentado por Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que, durante a invasão de 8 de janeiro, pichou “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente ao prédio do Tribunal. Com essa decisão, Debora foi condenada a uma pena de 14 anos, sendo que deve cumprir 12 anos e meio em reclusão, um e meio em detenção e pagar 100 dias-multa, cada um deles no valor de um terço do salário-mínimo.

Os advogados da ré argumentaram que os magistrados deveriam descontar os dois anos em que Débora permaneceu em prisão preventiva, levar em conta a confissão da cabeleireira e também os dias referentes à remição de pena por trabalho ou estudo.

No entanto, a Corte optou, em unanimidade, em manter a punição, considerando a ré culpada por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que “a ré estava indiscutivelmente alinhada à dinâmica criminosa”. O magistrado ainda ressaltou que Débora “mostrando as mãos conspurcadas de batom vermelho, comemora, sorrindo em direção à multidão que invadira a Praça dos Três Poderes e outros prédios públicos”.

Para ele, o fato reforça o “desprezo para com as instituições republicana”, e justifica a pena imposta a ela. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux acompanharam a decisão.

O recurso de Débora foi apresentado em março deste ano. A defesa da ré argumentava que “a confissão da recorrente auxiliou na fundamentação da sua condenação, mas não foi considerada em razão da atenuação da pena”. Após a identificação, Débora chegou a redigir uma carta ao ministro Alexandre de Moraes pedindo desculpas pela pichação na estátua. A cabeleireira explica que não conhecia o valor simbólico da obra de arte de Alfredo Ceschiatti na ocasião.

Atualmente, Débora se encontra em prisão domiciliar. Ela deixou a cadeia, depois de dois anos, em março de 2025, por decisão de Moraes. A lei garante esse direito para mães de menores. A ré possui dois filhos, um de 10 anos e outro com 12.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.