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Petrobras sinaliza que não reduzirá preço da gasolina, apesar de cortes no diesel

Petrobras sinaliza que não reduzirá preço da gasolina, apesar de cortes no diesel

Por Nicola Pamplona, Folhapress

13/05/2025 às 14:55

Atualizado em 13/05/2025 às 18:12

Foto: Agência Brasil /Arquivo

Segundo diretor da estatal, proximidade das férias de verão nos EUA pressiona cotação internacional do produto

Apesar dos três cortes consecutivos no preço do diesel em 2025, a Petrobras sinalizou nesta terça -feira (13) que o cenário atual dificulta a redução do preço da gasolina nas refinarias. A proximidade do verão no Hemisfério Norte, diz a estatal, vem pressionando as cotações internacionais do produto.

"Ao contrário do diesel, que tem tendência de queda no mercado internacional, gasolina tem momento ascendente", afirmou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Schlosser, em teleconferência com analistas.

Ele explicou que há nesse período do ano um movimento de composição de estoques nos Estados Unidos, que experimentam grande crescimento do consumo durante a chamada "driving season", a temporada das viagens de carro, nas férias de verão.

A estatal passou semanas vendendo gasolina com elevados prêmios sobre as cotações internacionais, mas o executivo afirmou que esta não é a única métrica usada em sua política de preços: a volatilidade dos mercados segue elevada e a margem de lucro do refino, pressionada.

Na abertura do mercado desta terça-feira, a Petrobras vendia gasolina com preço R$ 0,05 acima da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). O prêmio chegou a bater R$ 0,26 por litro no dia 5 de maio.

A declaração de Schlosser indica que a estatal não reduzirá o preço da gasolina neste momento, apesar do forte impacto que o movimento teria sobre a inflação e, consequentemente, sobre a política monetária —o produto tem o maior peso no IPCA, o índice oficial de inflação do país.

Mas não garante: em abril, antes de anunciar a segunda redução do preço do diesel, a presidente da estatal, Magda Chambriard, havia sinalizado em entrevista que a empresa não pensava em repassar volatilidades do mercado internacional ao consumidor interno.

A empresa não mexe no preço da gasolina desde julho de 2024. Já o diesel teve quatro movimentos em 2025: um aumento em fevereiro e três quedas a partir de abril, quando a cotação do petróleo foi derrubada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

"Temos um olhar particular para cada um dos produtos", disse Schlosser. Na abertura do mercado desta terça, o diesel vendido pelas refinarias da estatal estava R$ 0,05 por litro abaixo da paridade calculada pela Abicom.

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