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Oposição protocola pedido de CPI mista do INSS

Oposição protocola pedido de CPI mista do INSS

Por Thaísa Oliveira/Marianna Holanda/Folhapress

12/05/2025 às 18:15

Atualizado em 12/05/2025 às 18:16

Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

Previdência Social

A oposição protocolou nesta segunda-feira (12) um pedido de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), formada por deputados federais e senadores, para investigar os descontos ilegais em aposentadorias e pensões no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O requerimento foi apresentado com a assinatura de 36 senadores e 223 deputados federais —número superior ao mínimo exigido de 27 e 171, respectivamente. Apesar disso, a instalação da comissão ainda depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Parlamentares de oposição afirmam que vão procurar Alcolumbre nos próximos dias para tratar do tema. O requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso Nacional —prevista, até o momento, para dia 27 deste mês.

"Aposentados e pensionistas de todo o país foram prejudicados, e há muita confusão com as informações até aqui divulgadas. O Brasil apoia essa CPMI, e quem não apoia precisa se explicar", disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em nota.

Deputados federais de oposição também levantaram assinaturas para uma CPI sobre o tema, mas esbarraram na resistência do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O presidente da Câmara deu sinais nos bastidores de que não gostaria de entrar no assunto e alegou haver uma lista de CPI's na Casa com o número mínimo de assinaturas —o regimento interno prevê o funcionamento simultâneo de até cinco CPI's; a do INSS seria a 13ª da fila.

O governo tenta evitar uma CPI ou CPMI sobre o escândalo com o argumento de que já há investigações avançadas em curso na Polícia Federal e na CGU (Controladoria-Geral da União), além de uma ação cautelar da AGU (Advocacia-Geral da União) para o bloqueio de bens das associações.

Parlamentares ouvidos de forma reservada veem com ceticismo a abertura de CPI ou CPMI. Dois cardeais do Senado lembram que a suspeita de fraude remonta a três governos diferentes, Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e, por fim, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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