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Vamos às últimas consequências para colocar na prisão responsáveis por fraude no INSS, diz Lewandowski

Vamos às últimas consequências para colocar na prisão responsáveis por fraude no INSS, diz Lewandowski

Por Raquel Lopes, Folhapress

29/04/2025 às 15:09

Atualizado em 29/04/2025 às 15:09

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Ministro da Justiça classifica crimes em investigação pela PF e CGU como 'hediondos'

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (29) que os responsáveis por fraudes no INSS não ficarão impunes e prometeu que a pasta irá "às últimas consequências" para responsabilizar os envolvidos.

Durante audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados —a primeira com sua presença desde que o colegiado passou a ser presidido pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP)— Lewandowski classificou os crimes como hediondos por atingirem a população mais vulnerável.

"Nós vamos às últimas consequências para colocar na prisão todos os responsáveis pelos crimes hediondos. Não mediremos esforços, e todos aqueles que tiverem responsabilidade pagarão, custe o que custar, atinja a quem atingir", disse.

Na última quarta-feira (23), a PF e a CGU (Controladoria-Geral da União) realizaram a operação Sem Desconto, para combater fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.

Entre 2019 e 2024, a soma dos valores descontados de benefícios do INSS por diversas associações chega a R$ 6,3 bilhões, mas ainda será apurado qual porcentagem foi feita de forma ilegal, segundo as investigações.

Durante a audiência, Lewandowski também foi questionado por parlamentares sobre a contratação do escritório de advocacia Henrique Lewandowski, que pertence ao seu filho, por uma das entidades investigadas pela Polícia Federal no esquema de fraudes no INSS.

O Cebap (Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas) firmou contrato com o escritório em dezembro do ano passado, segundo revelou o site Metrópoles.

Em resposta, o ministro afirmou que diversos escritórios foram contratados por empresas com o objetivo de regularizar questões administrativas, o que, segundo ele, é uma prática legal.

"Eu posso assegurar aos senhores que não há dos referidos escritórios de advocacia nenhuma atuação no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, não há nenhuma petição, nenhuma audiência, nenhum requerimento, nada que possa comprometer a autonomia do Ministério da Justiça", sem citar o escritório do filho especificamente.

Durante a participação do ministro, uma confusão teve início durante a fala do deputado Gilvan da Federal (PL-ES), que questionou o ministro se ele não se sentia constrangido por integrar o governo do presidente Lula (PT), a quem se referiu como "descondenado".

O parlamentar também acusou o governo de "importar corruptos", em referência à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.

A declaração provocou reação imediata do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apresentou questão de ordem, citando o regimento da Câmara, que proíbe ofensas a autoridades convidadas. Lindbergh ainda chamou Gilvan de "desqualificado".

Em seguida, o presidente da comissão, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), pediu a presença da polícia legislativa e acusou os parlamentares de esquerda de tentarem causar tumulto na sessão.

Ao fim do bloco de perguntas, Lewandowski respondeu às críticas. Disse que, até o momento, não há qualquer condenação com trânsito em julgado contra membros do atual governo. "Todas as acusações e suspeitas de corrupção têm sido rigorosamente investigadas, sem qualquer proteção a quem quer que seja", afirmou.

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