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Rosemberg Pinto defende Éden Valadares e pede que ele repense decisão de não disputar reeleição para presidência do PT

Rosemberg Pinto defende Éden Valadares e pede que ele repense decisão de não disputar reeleição para presidência do PT

Por Carine Andrade

12/04/2025 às 20:00

Foto: Política Livre

Deputado estadual Rosemberg Pinto

Com a proximidade da eleição do novo presidente do PT-Bahia, prevista para o dia 06 de julho, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), foi um dos poucos nomes da legenda a defender publicamente a permanência de Éden Valadares no comando do partido.

Em março, Éden Valadares anunciou sua decisão de não disputar à reeleição. A medida, embora tenha pego de surpresa alguns de seus correligionários, na verdade, foi calculada pelo próprio Éden após o resultado de uma pesquisa interna revelar que suas chances de sair vencedor no pleito seriam mínimas, conforme revelou com exclusividade este Política Livre à época (leia aqui).

Mesmo diante da decisão já sacramentada, Rosemberg defendeu que Éden Valadares deveria rever sua decisão e se lançar candidato ao Processo de Eleições Diretas (PED). A este Política Livre, o líder do governo afirmou que todos os agrupamentos no PT têm legitimidade para apresentar nomes, mas salientou que nenhum dos nomes já colocados têm mais condições de encampar a missão de reorganizar a legenda no interior da Bahia, de dialogar com os partidos da base aliada visando ampliar as bancadas estadual e federal e preparar o terreno para reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula (PT) em 2026.

Em uma autocrítica lúcida, porém um tanto constrangedora para um líder do governo, Rosemberg Pinto chamou o PT de partido “analógico” e frisou que a legenda precisa “reencantar sua militância”. Como antecipou a coluna Radar do Poder (leia aqui), na última quarta-feira (9), Rosemberg também admitiu que nesses seis anos à frente do PT, Éden Valadares cometeu erros, mas que ele ”não errou sozinho porque o partido tem uma Executiva por trás”.

“Eu acho que para essa tarefa da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, e nesse debate do ponto de vista da ampliação das bancadas, o presidente, por mais que possa ter algum tipo de crítica com relação à organização do partido nos municípios, para essa tarefa maior do ponto de vista da disputa do Estado, do projeto nacional, Éden Valadares é o nome de todos que foram apresentados que mais compõe as condições de um presidente da envergadura do Partido dos Trabalhadores, com respeito a todos os outros nomes”, pontuou.

Ainda de acordo com Rosemberg, o PT tem um discurso deslocado do pensamento da nova juventude. Segundo ele, “é preciso reencantar essa turma para um projeto como o nosso e nós precisamos fazer o jogo da estrada dupla. Nós precisamos nos adequar a essa nova realidade e a gente atrair essa turma para um outro pensamento político”. Ele seguiu dizendo que tem sinalizado isso internamente. “O partido ainda está muito analógico e nós precisamos trazer o partido para a visão digital, uma nova modelagem. Eu, realmente, me preocupo bastante porque a direita tem conseguido dialogar com esse novo olhar social, com um projeto de renovação de quadros e nós ainda estamos um pouco atrasados nessa mudança geracional”, frisou.

Perguntado se além dele outros nomes do PT estão inclinados a convencer Éden Valadares a reverter sua decisão, Rosemberg Pinto disse acreditar que “essa é uma posição solitária”.

“Eu tenho a obrigação de colocar a minha opinião. Espero convencer alguns companheiros e companheiras de tudo que está sendo apresentado com respeito a todos. Mas acho que as virtudes de Éden são maiores do que possíveis defeitos na condução do nosso partido. Eu acho que nós precisamos corrigir e essa correção deve ser coletiva. O partido é um partido que tem uma Executiva. Nós não podemos jogar toda a responsabilidade dos erros cometidos ao presidente. Todos nós somos um pouco responsáveis por isso. Então, nós temos que fazer uma correção de rumo do nosso partido”, pontuou.

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