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Projeto de reforma do imposto de renda não compromete as contas públicas, diz Haddad
Projeto de reforma do imposto de renda não compromete as contas públicas, diz Haddad
Por Folhapress
07/04/2025 às 17:15
Atualizado em 07/04/2025 às 17:15
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que o projeto de reforma do imposto sobre a renda encaminhado pelo governo ao Congresso é equilibrado e não compromete as contas públicas nem é populista.
Falando em Montes Claros (MG), onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia, Haddad disse esperar que o Congresso vote a reforma com a mesma diligência com que aprovou a reforma tributária do consumo.
A medida foi lançada no mês passado e, segundo o governo, deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes ficarão livres da cobrança. A proposta é isentar contribuintes que ganham até R$ 5.000.
Quem ganha até R$ 7.000 mensais ainda precisará recolher o tributo, mas terá um desconto para pagar menos.
Se o texto for aprovado ainda neste ano, a medida começará a valer em 2026, ano de eleições para a Presidência da República.
Para tirar a medida do papel, o governo vai abrir mão de R$ 25,8 bilhões em receitas. Para compensar essa renúncia, o presidente propôs a criação de um imposto mínimo sobre a alta renda.
A cobrança extra mira contribuintes que têm seus rendimentos concentrados em modalidades isentas (como lucros e dividendos) e, por isso, pagam uma alíquota efetiva mais baixa do que os trabalhadores em geral. Quem ganha a partir de R$ 600 mil ao ano poderá ser alvo da tributação. A alíquota será crescente e chegará a até 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão ao ano.
Em evento no final de março (28), o ministro já havia defendido a medida. Segundo disse à época, a medida favorece um perfil de profissionais. "Quem são essas pessoas que ganham R$ 5.000? Policiais militares, professores de escola pública e enfermeiras do SUS. Nós estamos falando desse perfil de profissional que hoje paga cerca de 10% de imposto", disse.
Sobre a discussão envolvendo a compensação do IR, Haddad afirmou estar aberto a novas ideias. "Não tenho preconceito contra a ideia, mas nós temos um fato ali, que é fazer uma justiça social. Nós não queremos um centavo a mais, nem um centavo a menos. Queremos buscar um imposto de renda justo. Ele não é justo hoje".
