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Leandro de Jesus afirma que organizações criminosas estão se infiltrando nas aldeias indígenas com a conivência do Estado
Leandro de Jesus afirma que organizações criminosas estão se infiltrando nas aldeias indígenas com a conivência do Estado
Por Carine Andrade/Política Livre
10/04/2025 às 16:55
Atualizado em 10/04/2025 às 16:55
Foto: Política Livre

Após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) impedir que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as invasões de terra fosse instalada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado estadual autor da ação, Leandro de Jesus (PL), acusou o governo do Estado de ser conivente com os casos de violência contra a população indígena do extremo sul.
Em coletiva à imprensa, na tarde desta quinta-feira (10), o parlamentar comentou a decisão do Judiciário baiano, que negou o pedido de instalação da CPI. Na última segunda-feira (7), a Assembleia Legislativa havia publicado no Diário Oficial a decisão do TJ-BA determinando a instalação do colegiado, porém, com um placar apertado de 10 a 9, os desembargadores derrubaram, nesta quinta, a decisão do desembargador Cássio Miranda, relator do caso.
De acordo com Leandro de Jesus, existem provas documentais sobre os casos de violência contra os indígenas da região. “Quem já visitou o extremo sul sabe a triste realidade que aquelas pessoas lá estão sofrendo. Eu faço um convite aos desembargadores, tanto os que votaram contra, quanto os favoráveis, aos deputados da Assembleia, que assinaram ou não o requerimento para a CPI: vamos fazer uma visita ao extremo sul. Vamos ouvir os relatos daquelas mulheres, incluindo grávidas e até idosas, que foram espancadas, desfiguradas, tiveram que fugir na madrugada pela mata com medo de serem assassinadas. Tudo isso em meio a invasões de propriedades que ocorrem nas madrugadas, como aconteceu agora”, relatou o parlamentar.
Ainda de acordo com o deputado, organizações criminosas estão se infiltrando nas aldeias indígenas com o pretexto de cometer delitos contra a comunidade local com a conivência do Estado. “Organizações criminosas estão se utilizando desses movimentos ou desse subterfúgio para cometer crimes. Inclusive, os próprios indígenas da região, os verdadeiros, estão sendo vítimas. Nós vimos isso lá, nós colhemos as informações, estão sendo vítimas porque as organizações do tráfico estão lá dentro, dentro das verdadeiras aldeias, ameaçando os indígenas para que eles não se posicionem contra o que está acontecendo”, denunciou.
O deputado bolsonarista seguiu dizendo que a maioria das invasões têm ocorrido em pequenas propriedades e que, no imaginário das pessoas, o assunto se trata de uma disputa entre fazendeiros e grileiros. “Não é esta a realidade lá. São famílias simples que estão sendo expulsas por sujeitos que chegam armados com metralhadoras, fuzil e escopetas”, elencou.
