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‘Não peço para matar, só coloco na mão de Deus’, afirma Malafaia sobre Alexandre de Moraes
‘Não peço para matar, só coloco na mão de Deus’, afirma Malafaia sobre Alexandre de Moraes
Por Adriana Victorino/Estadão
13/03/2025 às 21:50
Atualizado em 13/03/2025 às 21:50
Foto: Reprodução

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou nesta quarta-feira, 12, que, ao orar, não pede “para matar” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas entrega o magistrado “nas mãos de Deus”.
“Não peço para matar, não peço para nada disso não, só coloco na mão de Deus, que Deus sabe quem é que Deus quer salvar. Como é que você vai fazer uma oração ao Senhor, ao teu filho? Eu não faço, eu não faço essa oração. Deus sabe o que Deus quer. Muitas vezes Deus quer salvar um cara desse. E eu, eu vou estar combatendo contra Deus, então é melhor eu entregar na mão de Deus e fazer a minha parte de cidadão”, disse Malafaia durante uma pregação no Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (Comerj).
Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Malafaia é um dos críticos mais ferrenhos de Moraes. Em abril do ano passado, ao organizar um ato em apoio a Bolsonaro em Copacabana, declarou que seu alvo não era o STF como instituição, mas o ministro em específico.
Em 2023, durante a Marcha para Jesus no Rio de Janeiro, o pastor chamou Moraes de “ditador” e o acusou de agir em “conluio” com o governo federal. Na ocasião, disse que a “casa” do ministro “iria cair pelas mãos de Deus, do povo ou do Senado”.
Malafaia também criticou a prisão preventiva de Walter Braga Netto, determinada por Moraes, classificando a decisão como “ilegal, imoral e atentatória às leis”, e fez ameaças a Moraes: “Sua hora vai chegar”, disse o pastor na época.
Moraes liberou nesta quinta-feira, 13, a denúncia do inquérito do golpe para julgamento na Primeira Turma da Corte. A votação será no dia 25 de março. Os ministros vão decidir se recebem a denúncia e abrem uma ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
