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Atuação de Rosemberg por Fátima na 1ª vice da Assembleia envolve disputa por relevância no PT da Bahia
Atuação de Rosemberg por Fátima na 1ª vice da Assembleia envolve disputa por relevância no PT da Bahia
Por Política Livre
26/03/2025 às 11:56
Foto: Divulgação/Arquivo

Por trás do evidente desconforto do líder de governo Rosemberg Pinto (PT) com o surgimento do nome de Júnior Muniz (PT) para a 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) está, na verdade, uma velada disputa de força partidária dentro do PT da Bahia.
A avaliação nos bastidores é que a missão de eleger a correligionária, cuja eleição deve ocorrer nesta quarta-feira (26), virou questão de honra para Rosemberg, inclusive para se manter como uma voz relevante no PED (Processo de Eleição Direta) que vai definir em julho o novo presidente do PT na Bahia.
A candidatura de Muniz, que é ligado ao prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), ganhou corpo nesta terça-feira (25), quando, conforme registrou o Política Livre, ele pediu votos aos colegas e viu a lista de apoiadores crescer, especialmente em razão da dificuldade de trânsito de Fátima até mesmo entre os colegas governistas.
Durante a sessão plenária, sem citar o nome de Júnior Muniz, Rosemberg chegou a sugerir que o colega não tem “legitimidade” para a disputa, já que a bancada do PT havia acordado pelo nome de Fátima Nunes.
“Nós fizemos uma reunião da federação e do PT e escolhemos para assumir essa posição a deputada Fátima Nunes. Ninguém tem legitimidade para colocar o nome pelo Partido dos Trabalhadores para disputar essa posição, senão validado pelo Partido dos Trabalhadores”, disse.
Outro aspecto que preocupa Rosemberg é a sinalização de que a cúpula do governo não estaria disposta a entrar no embate para interceder por Fátima, vide a resistência interna da Casa e ao apadrinhamento de Caetano a Muniz.
