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Vídeo mostra reação de Cid após ouvir voz de prisão; assista

Vídeo mostra reação de Cid após ouvir voz de prisão; assista

Por Cézar Feitoza/José Marques/Ranier Bragon/Thaísa Oliveira/Folhapress

20/02/2025 às 17:45

Atualizado em 20/02/2025 às 17:46

Foto: Reprodução

Mauro Cid passa mal durante audiência no STF após ser comunicado sobre prisão

O tenente-coronel Mauro Cid desmaiou após ser comunicado em audiência que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado sua volta à prisão em 22 de março de 2024. O vídeo da audiência foi divulgado nesta quinta-feira (20) pelo STF.

O militar foi chamado a depor ao Supremo após a revista Veja divulgar áudios em que Cid dizia ser pressionado por investigadores da Polícia Federal a delatar o que não sabia ou o que não aconteceu.

No fim da audiência, o juiz instrutor Airton Vieira anunciou a prisão de Mauro Cid. "Eu tenho, no entanto, que cientificar a todos que o senhor ministro relator Alexandre de Moraes, nos autos da PET 11.767 do Distrito Federal, decidiu e decretou a prisão preventiva do senhor Mauro Cesar Barbosa Cid", disse.

O juiz Airton ainda comunicou que a prisão deveria ser "imediatamente cumprida" e que eventuais questionamentos deveriam ser formalizados a Moraes nos autos do processo.

A gravação mostra que Cid passa mal ao receber o anúncio de sua volta à prisão. Ele apoia a cabeça nos braços, procura posição na cadeira e retira os botões da manga da camisa. O incômodo é percebido pelos seguranças, que se aproximam do militar.

O vídeo não registra o momento do desmaio, que ocorreu instantes após o fim da gravação. Socorristas do Supremo ajudaram Mauro Cid a se recompor antes de ser levado a um presídio militar em Brasília.

Na audiência, o tenente-coronel negou que tenha sido pressionado pela Polícia Federal a mentir na delação premiada. Os áudios, segundo ele, eram um desabafo para um amigo diante das dificuldades que enfrentava no momento.

"Esse troço psicológico ali, eu estou enclausurado, não indo a lugar nenhum, porque todo lugar que eu vou a imprensa vai atrás. Então você fica agoniado. Não estou trabalhando, não tenho para quem explodir. Engordei mais de 10 quilos, vou ter que voltar a correr. Então é isso, foi um grande desabafo", disse Cid no depoimento.

Cid afirmou que estava frustrado com o vazamento dos áudios porque havia perdido o "direito a conversar". "Se eu desabafo com um amigo, no outro dia está na imprensa", completou.

O militar ainda disse que o desabafo mirava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e generais da reserva alvos da investigação. Ele avaliava que todos os demais implicados na trama golpista já tinham alcançado todos os objetivos em suas carreiras, e ele perdia a esperança de progredir no Exército.

"Não vou dizer que me senti abandonado de alguma forma. Mas obviamente eu estava falando do presidente Bolsonaro, que ganhou Pix e aqueles negócios todos. Falo também dos generais, que todo mundo que está envolvido está na reserva, está na casa dos seus 60 anos, 70 anos, já teve sua vida toda, já atingiu todos os seus objetivos de vida e agora estão sendo investigados".

O militar disse que ele havia perdido tudo. "Estou com 45 anos, venho da quarta geração de militares na família e estou vendo minha carreira desabar na minha frente. Amigos meus… Vou usar a expressão que gosto de usar: leproso. Não porque acham que eu fiz alguma coisa de errado, mas porque sabem que podem se prejudicar no Exército se ficarem se aproximando de mim", disse.

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