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Servidores dos EUA devem falar ao governo atividades da semana de trabalho ou serão demitidos
Servidores dos EUA devem falar ao governo atividades da semana de trabalho ou serão demitidos
Por Estadão Conteúdo
23/02/2025 às 12:47
Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

Funcionários federais dos Estados Unidos têm 48 horas para explicar ao governo o que realizaram na última semana, caso contrário serão demitidos. A novidade foi anunciada neste sábado, 22, pelo bilionário Elon Musk, no comando do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do país; ele afirma estar seguindo ordens diretas do presidente Donald Trump
"Todos os funcionários federais em breve receberão um e-mail para entender o que eles fizeram na semana passada", publicou Musk no X, antigo Twitter, rede social da qual é proprietário. "A falta de resposta será considerada como uma renúncia", completou.
Os funcionários federais receberam o pedido que dizia: "Por favor, responda a este e-mail com aproximadamente 5 tópicos do que você realizou na semana passada e copie seu gerente".
As respostas devem ser enviadas até a próxima segunda-feira, 24, às 23h59 (horário local) sem incluir "informações confidenciais, links ou anexos". O e-mail, no entanto, não inclui a possibilidade de desligamento do cargo como consequência de não responder à solicitação, como divulgou Musk em sua rede social.
Musk atua como o chefe de cortes de custos de Trump. A ordem gerou um novo nível de caos em várias agências já sobrecarregadas, incluindo o Serviço Nacional de Meteorologia, o Departamento de Estado e o sistema judiciário federal.
Na noite do sábado, servidores trabalhavam para verificar a autenticidade da mensagem e, em alguns casos, instruíram seus funcionários a não responderem.
Milhares de trabalhadores do governo já foram forçados a deixar o serviço público federal - seja por demissão ou por meio de incentivos para desligamento - durante o primeiro mês do governo Trump.
Os cortes incluem funcionários nos Departamentos de Assuntos de Veteranos, Defesa, Saúde e Serviços Humanos, Receita Federal e Serviço Nacional de Parques, entre outros. /AP
