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Rio de Janeiro vai sediar reunião da cúpula do Brics em julho

Rio de Janeiro vai sediar reunião da cúpula do Brics em julho

Por Yuri Eiras/Folhapress

15/02/2025 às 17:00

Atualizado em 15/02/2025 às 17:00

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Anúncio foi feito pelo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou neste sábado (15) que o Rio de Janeiro será sede da reunião da cúpula do Brics, bloco que reúne países de economia emergente, em julho.

O Brasil assumiu em janeiro a presidência rotativa do grupo. O encontro acontece nos dias 6 e 7 de julho e deve reunir líderes de nações como Rússia, Índia e África do Sul.

Vieira se reuniu neste sábado com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura em Botafogo, zona sul da capital fluminense.

O anúncio foi feito pelo chanceler em vídeo.

"Vamos tomar decisões muito importantes para o desenvolvimento de todos os países, para a cooperação e melhoria de vida de todos os habitantes desses países. Mais uma vez o Rio de Janeiro será palco de uma importantíssima reunião internacional", afirmou Vieira.

Paes agradeceu ao presidente Lula (PT). "Ele reconhece esse protagonismo, essa face internacional que o Rio tem para o Brasil", afirmou o prefeito.

Após Joanesburgo, em 2023, a reunião de 2024 foi em Kazan, na Rússia —o presidente Lula não compareceu por recomendação médica, após acidente doméstico em que bateu a cabeça.

O evento é um dos mais relevantes para a diplomacia brasileira em 2025, que tem a COP30, a conferência do clima da ONU, no palco principal, em novembro.

O governo brasileiro anunciou em janeiro o ingresso da Indonésia como membro pleno do Brics. Em nota, o Itamaraty afirmou que o país asiático, o quarto mais populoso do mundo, já havia recebido aval dos outros membros do bloco, em 2023, na cúpula do Brics em Joanesburgo.

Em novembro do ano passado, o Rio sediou a 19ª Cúpula de Chefes de Estado do G20. Os dois principais dias de encontro aconteceram no MAM (Museu de Arte Moderna), na zona sul.

Na ocasião, o bloco chegou ao seu evento final ainda dividido nas negociações para o comunicado final. Os principais pontos de discórdia eram as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Além disso, havia uma ofensiva argentina contra pautas mais progressistas, em particular a menção à igualdade de gênero e empoderamento feminino.

No fim, o presidente argentino informou que iria assinar o documento final do encontro, mas que marcaria sua oposição a trechos da declaração.

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