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Ministros do STF dizem que é preciso 'liturgia' e apoiam adiamento de jantar com Lula
Ministros do STF dizem que é preciso 'liturgia' e apoiam adiamento de jantar com Lula
Por Mônica Bergamo, Folhapress
18/02/2025 às 15:50
Atualizado em 18/02/2025 às 15:50
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apoiaram o adiamento do jantar que estava marcado para esta quarta (19) com o presidente Lula (PT) na casa do presidente da corte, Luís Roberto Barroso.
O encontro deveria ter ocorrido no fim do ano passado, mas teve que ser adiado depois que Lula caiu no banheiro e teve um sangramento na cabeça.
Uma nova data foi então combinada entre os magistrados e a assessoria de Lula.
O problema é que, nesse meio tempo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sinalizou que pode apresentar ao STF a denúncia contra Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado ainda nesta semana. O jantar foi então desmarcado.
Magistrados ouvidos pela coluna afirmam que a reunião, em clima informal e de confraternização, seria totalmente inadequada neste momento pois poderia sugerir uma proximidade excessiva de Lula com os juízes que vão julgar seu maior adversário, o ex-presidente Bolsonaro.
Mesmo que ministros indicados por Bolsonaro comparecessem ao jantar (eles foram convidados), e que encontros entre presidente da República e integrantes da Suprema Corte ocorram em todos os governos, ele poderia passar a impressão de que haveria uma simpatia política dos integrantes do STF por Lula. E, em decorrência disso, pela condenação do ex-presidente.
"O momento exige certa liturgia", afirmou um magistrado à coluna. "Esse jantar ia render muita especulação", afirmou outro ministro.
