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Insatisfeitos do PP com Bruno Reis teriam atuado em sintonia com Carlos Muniz em meio a cobranças do PSDB por Secretaria de Educação
Insatisfeitos do PP com Bruno Reis teriam atuado em sintonia com Carlos Muniz em meio a cobranças do PSDB por Secretaria de Educação
Por Política Livre
02/02/2025 às 14:33
Foto: Divulgação

As manifestações públicas de insatisfação contra o prefeito Bruno Reis (União) dos vereadores Sidninho (PT) e Maurício Trindade (PP) foram feitas na semana passada em sintonia com o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), que ainda tenta fechar um acordo com o chefe do Executivo municipal sobre o espaço dos tucanos na reforma administrativa.
Após uma longa viagem internacional de férias, Muniz retomou as conversas presenciais com o prefeito neste final de semana. A expectativa é que um acordo seja firmado antes da reabertura dos trabalhos na Câmara, que acontece nesta segunda-feira (03), a partir das 14h, até para aliviar as tensões no momento em que Bruno Reis visita a Casa para ler a tradicional mensagem do Executivo ao Legislativo.
Segundo apurou o Política Livre com fontes ligadas ao PSDB, Muniz segue defendendo a mesma posição de antes: o partido quer que o prefeito cumpra o acordo firmado antes da campanha de 2024 para entregar o comando da Secretaria Municipal de Educação (Smed) aos tucanos. O nome indicado é o mesmo: o do atual titular da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), Rodrigo Alves, ligado ao deputado federal Adolfo Viana (PSDB).
Para tentar manter o atual secretário da Smed, Thiago Dantas, ligado ao ex-prefeito ACM Neto (União), Bruno Reis já teria feito algumas propostas como forma de compensação. A mais recente foi a de deixar os tucanos no comando da Semge e oferecer a titularidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), além de mais um cargo relevante no segundo escalão.
O site apurou que o PSDB estaria até disposto a abrir mão da Smed, que tem um orçamento gordo e milhares de cargos, com forte capilaridade política. Para isso, entretanto, aceitaria a SMS e outra pasta de maior peso, a exemplo da de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o que Bruno Reis não estaria disposto a ceder.
Com o impasse, Maurício Trindade e Sidninho, que são muito ligados a Carlos Muniz, utilizaram a imprensa na semana passada para reforçar o coro de insatisfação contra o prefeito como forma de redobrar a pressão sobre o chefe do Executivo às vésperas da reabertura dos trabalhos na Câmara.
Os dois sabem que é altamente improvável que o PP ganhe mais uma secretaria no segundo governo de Bruno Reis - a única pasta hoje é a de Governo, sob a batuta de Cacá Leão, presidente municipal da sigla -, mas esperam fortalecer Muniz no processo de negociação com o prefeito e obter vantagens individuais, a exemplo de cargos terceirizados e contratos na gestão para entidades parceiras.
Vale lembrar que ainda esta semana Carlos Muniz deve definir a formação das comissões temáticas do Legislativo, assunto que interessa diretamente ao prefeito. Bruno Reis deseja ter vereadores próximos a ele nas presidências dos colegiados mais importantes: o de Constituição e Justiça; o de Finanças e Orçamento; e o de Planejamento e Meio Ambiente, por onde vai tramitar, antes de ir plenário, o tão aguardado projeto de atualização do PDDU.
Para conseguir o que deseja nas comissões, o prefeito precisa negociar com Carlos Muniz, como fez na formação dos colegiados no último biênio. Diante do impasse sobre a reforma administrativa, sobretudo com o PSDB, o clima não é favorável para que isso ocorra.
As negociações do PSDB travam a reforma de Bruno Reis. O PDT, por exemplo, pleiteia retomar o comando da SMS com a vice-prefeita Ana Paula Matos. O presidente do ninho pedetista na Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior, garantiu que ainda não foi chamado pelo prefeito para conversar sobre a reforma.
O prefeito também aguarda o desenrolar das conversas com os tucanos para definir a pasta que deve ser ocupada pelo vereador Alberto Braga (União). Duas secretarias são especuladas para o edil: a de Inovação e Tecnologia (Smit) e a de Ordem Pública (Semop).
Com o Republicanos, o prefeito fecha os detalhes para que o partido aceite a indicação do vereador Luiz Carlos para voltar a comandar a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). Como revelou a coluna Radar do Poder da semana passada (clique aqui para ler), a legenda pleiteia junto a Bruno Reis diretorias na Secretaria de Manutenção (Seman), a qual já controla, ou mesmo a titularidade da Superintendência de Obras Públicas (Sucop).
O prefeito também não confirmou quem será o substituto de Fabrizzio Muller na Secretaria de Mobilidade (Semob) ou quem ficará em definitivo na chefia da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).
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