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Hilton Coelho e Fabíola Mansur entram em atrito sobre legalidade da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa
Hilton Coelho e Fabíola Mansur entram em atrito sobre legalidade da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa
Por Carine Andrade/Política Livre
19/02/2025 às 18:10
Atualizado em 19/02/2025 às 18:10
Foto: Política Livre

A sessão plenária realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), na tarde desta quarta-feira (19), ao mesmo tempo em que foi considerada “histórica” pelos parlamentares, por estar sendo presidida por uma mesa composta unicamente por mulheres, acabou sendo ofuscada pelos questionamentos do deputado do PSOL, Hilton Coelho, quanto a legalidade dos nomes da Mesa Diretora eleitos para o biênio 2025-2027. O pleito, realizado no último dia 3, resultou na recondução do deputado Adolfo Menezes (PSD) para o seu terceiro mandato à frente do Legislativo, assim como na escolha da deputada Ivana Bastos (PSD) para o cargo de primeira vice-presidente.
Hilton Coelho criticou o fato de a Casa estar sendo conduzida pela presidente interina Ivana Bastos desde o afastamento temporário de Adolfo Menezes da presidência por força da determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, no último dia 10, com base na Reclamação Constitucional ajuizada pelo próprio deputado do PSOL. Ao defender a realização de novas eleições e citar que a deputada Ivana Bastos recebeu 56 votos para o cargo de primeira vice-presidente e não para o de presidente, Hilton Coelho afirmou que “a correlação de forças da Casa é soldada por uma posição majoritária de orientação do governo” e que “o está em jogo é se nós vamos ter uma Assembleia Legislativa que vai caminhar pela ilegalidade”. Ele se referiu, durante todo o seu discurso, a presidente interina como “deputada Ivana” e não como presidente.
Em seu tempo de fala, a deputada Fabíola Mansur rebateu Hilton Coelho e afirmou que a Assembleia Legislativa é uma Casa política que expressa a vontade de consenso dialogada entre todas as frentes, tanto da base do governo como também da base da oposição. A socialista subiu o tom contra o colega e frisou que “existe a Justiça para que a gente vá e questione algumas coisas, está no pleno direito o deputado que me antecedeu fazê-lo, assim como foi respeitada a decisão liminar do ministro Gilmar Mendes que será confirmada ou não no plenário”.
Fabíola seguiu dizendo que discorda veementemente da opinião do psolista de que a Assembleia Legislativa “é uma Casa de conchavos”. Ela ainda completou: “Chamar de uma eleição ilegítima e mesmo convocar novas eleições, me permita, quero discordar. Nós temos a primeira mulher em 190 anos e essa mulher foi ao cargo de primeira vice-presidente considerando que nós poderíamos ter uma anulação da eleição de presidente, foi plenamente votada por 56 senhores deputados, havendo três votos anulados inequivocamente, então não é possível que depois de 190 anos, que depois de uma decisão judicial, que ela já exerce interinamente respeitando o presidente, inclusive atendendo na sala da vice-presidência, que essa eleição possa ser questionada por vossa excelência que teve respeitado o seu mandato em todas as vezes que foi candidato”, cravou Fabíola.
