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Explicação sobre votação recorde de Abelardo ao TRE vai de prestígio pessoal e baixa popularidade de concorrente a briga com amigo
Explicação sobre votação recorde de Abelardo ao TRE vai de prestígio pessoal e baixa popularidade de concorrente a briga com amigo
Por Política Livre
21/02/2025 às 11:33
Foto: Divulgação/Arquivo

Considerada um recorde na história do Tribunal Eleitoral da Bahia, a expressiva votação que garantiu a recondução do desembargador estadual Abelardo da Matta ao órgão, na última quarta-feira, chamou a atenção dentro e fora do TRE, gerando algumas especulações.
Abelardo obteve 45 votos contra 16 do concorrente, o desembargador Manuel Bahia, numa eleição em que 61 colegas votaram.
A especulação mais comum sobre a votação é a de que Abelardo foi favorecido pelo fato de estar no meio do mandato de dois anos de presidente da Corte Eleitoral. Por este motivo, seus colegas teriam se sentido na obrigação de dar-lhe o direito de concluí-lo.
A condição teria fortalecido o princípio do direito à recondução que é facultado a todo membro do TRE indicado pelo Tribunal de Justiça que se comporta dentro do limite da legalidade e não produz arestas com os colegas durante sua passagem pelo órgão.
A versão mais comentada, no entanto, atribui os votos de Abelardo a um desentendimento entre ele e o desembargador Júlio Travessa. Os dois eram próximos e costumavam se frequentar até se desentenderem feio por motivos que não se conhece publicamente.
A arenga teria levado a uma ofensiva obstinada de Travessa, um prestigiado presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), contra a recondução do ex-amigo que, no entanto, acabou tendo efeito contrário.
Abelardo teria sido favorecido ainda pelo prestígio de que goza entre os colegas e a baixa popularidade do concorrente.
