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AGU pede suspensão por 30 dias de comissão do STF que discute marco temporal

AGU pede suspensão por 30 dias de comissão do STF que discute marco temporal

Por Danielle Brant, Folhapress

21/02/2025 às 16:16

Atualizado em 21/02/2025 às 17:30

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Manifestação indígena contra o marco temporal

A AGU (Advocacia-Geral da União) protocolou nesta quinta-feira (20) pedido para que sejam suspensos, por 30 dias, os trabalhos da comissão especial do STF (Supremo Tribunal Federal) criada para tentar uma conciliação sobre o marco temporal, aprovado pelo Congresso e declarado inconstitucional pela corte.

Se acatada, a suspensão passaria a valer a partir da próxima segunda-feira (24).

O governo argumenta que tenta uma solução conciliadora que permita cumprir a decisão do STF no tema, pagando indenização nos casos determinados pela corte e promovendo demarcação de terras indígenas.

A AGU cita o anteprojeto elaborado pelo gabinete do ministro Gilmar Mendes para tentar aproximar as diferentes posições manifestadas nas reuniões. O texto é criticado por indígenas por permitir a exploração mineral em suas terras, inclusive sem o consentimento dos povos afetados.

Já os ruralistas ficaram insatisfeitos com a retirada da data-referência para o marco temporal, que seria a da promulgação da Constituição Federal de 1988. Eles ameaçam votar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o tema que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Na petição, a AGU afirma que o fim das discussões e o início imediato da fase de apresentação de propostas dificultou a análise da União em tempo hábil para a audiência de conciliação da comissão na última segunda-feira (17).

"A limitação temporal restringiu a possibilidade de exame criterioso das propostas e a elaboração de uma manifestação adequada."

O governo lembra que o objetivo principal da comissão é a obtenção de consenso sobre os principais pontos envolvendo a questão, "o que requer debates aprofundados e a identificação de pontos de convergência".

"Assim, torna-se necessário um prazo adicional para que a União contribua de forma substantiva na construção de uma solução equilibrada e juridicamente segura", argumenta.

Os 30 dias solicitados pela AGU teriam como objetivo dar mais prazo de análise das propostas apresentadas e construir uma proposta de conciliação sobre procedimento demarcatório e indenizações.

"Para tanto, se tomará como base o debate já realizado na Comissão, a minuta de projeto de lei apresentada e analisada, tudo em conformidade com os parâmetros constitucionais e administrativos indispensáveis à execução da política pública", escreve.

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