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Adolfo Menezes deve aguardar sinal verde do governo antes de convocar sessão extraordinária para mudar Regimento da Assembleia
Adolfo Menezes deve aguardar sinal verde do governo antes de convocar sessão extraordinária para mudar Regimento da Assembleia
Por Política Livre
21/01/2025 às 08:48
Atualizado em 21/01/2025 às 09:36
Foto: Divulgação/Arquivo

O presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes, deve aguardar o sinal verde do governo para fazer a convocação extraordinária dos deputados no recesso com o objetivo de alterar o Regimento Interno da Casa, conforme acordo firmado entre as cúpulas do PSD, partido do chefe do Parlamento baiano, e do PT visando impedir um bate-chapa entre aliados pela 1ª vice-presidência.
Isso porque a mudança, que estabelecerá um prazo imediato para o 1º vice convocar uma nova eleição para a presidência caso a cadeira fique vaga, só pode ser feita de forma célere se houver acordo entre as bancadas do governo e da oposição. Dessa forma, elimina-se os prazos para a apreciação do projeto de resolução para alterar o Regimento. Sem acordo, o texto segue a tramitação normal, passando pelas comissões, e a eleição da Mesa Diretora acontece no dia 3 de fevereiro.
Até antes da reunião do PSD para tratar da eleição na Assembleia, realizada ontem (19), o líder da bancada governista na Assembleia, Rosemberg Pinto (PT), que é candidato a 1º vice, se colocava publicamente contra a medida (clique aqui para lembrar). Entretanto, o secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT), deve entrar em campo para convencer o parlamentar, que retorna na quarta-feira (22) de uma viagem, a adotar outro posicionamento.
O Política Livre apurou, inclusive, que Adolpho Loyola recebeu Adolfo Menezes nesta segunda (19), antes da reunião do PSD, para discutir a eleição na Assembleia. Na ocasião, o petista teria se comprometido a trabalhar para que o acordo costurado por personalidades como o próprio presidente da Assembleia, o senador Jaques Wagner e o deputado federal Diego Coronel (PSD), como revelado pelo site no sábado (clique aqui pra ler), seja cumprido. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) também se tornou avalista do entendimento.
Durante o encontro, o presidente da Assembleia alertou ao secretário sobre a possibilidade de Rosemberg ser derrotado num eventual bate-chapa pela 1ª vice-presidência para o deputado Angelo Coronel Filho (PSD), cuja candidatura chegou a ser lançada pelo pai, o senador Angelo Coronel (PSD). Esse é o cenário que o governo quer evitar, sabendo do poder do articulação do senador na Casa que já presidiu, inclusive junto à oposição. E mais: esse cenário, sobretudo sem a mudança no Regimento, pode fortalecer Coronel para 2026, enquanto as lideranças petistas passaram a defender a candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao Senado.
Além disso, o governo quer sinalizar que não trabalha com a hipótese de queda de Adolfo para o PT assumir o comando da Assembleia. Caso houvesse uma negativa do Executivo em acordar a mudança no Reginebto Interno, seria justamente esse o recado.
Desde o ano passado, deputados do governo e da oposição defendem junto a Adolfo a mudança no Regimento para evitar justamente um racha na base aliada na disputa pela vice. Para não contrariar a bancada petista e Rosemberg, que nunca escondeu o desejo de comandar a Assembleia, o presidente não priorizou o tema. Ele tem o apoio do PT para a recondução.
Ontem, na reunião do PSD, Angelo Coronel avisou que se não houver a mudança no Regimento, o filho dele volta a ser candidato a 1º vice-presidente (clique aqui para ler), mesmo o PT alegando o direito ao posto em função da proporcionalidade das bancadas.
A 1ª vice-presidência da Assembleia se tornou alvo de cobiça por conta da insegurança jurídica da reeleição de Adolfo, em função da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a segunda recondução consecutiva para cargos de Mesa Diretora. Ou seja, as chances de o vice assumir o cargo de presidente são reais, o que despertou os interesses tanto de Rosemberg Pinto quanto de Angelo Coronel Filho em disputar a cadeira.
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