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Redes sociais foram usadas para insuflar golpe em meio a vácuo regulatório, aponta inquérito da PF
Redes sociais foram usadas para insuflar golpe em meio a vácuo regulatório, aponta inquérito da PF
Por Redação
01/12/2024 às 11:03
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

A investigação da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022 revelou que as redes sociais desempenharam um papel crucial na disseminação de ataques e informações falsas sobre o processo eleitoral. Esses conteúdos tinham como objetivo fomentar a ofensiva antidemocrática. Atualmente, essas plataformas digitais estão no centro de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute a responsabilidade das big techs pelos conteúdos veiculados. A reportagem é do jornal "O Globo".
O inquérito, composto por milhares de páginas, detalha como os envolvidos exploraram a ausência de regulamentação específica. As estratégias eram inicialmente elaboradas em aplicativos de mensagens fechadas, como WhatsApp e Signal, e depois amplificadas em redes sociais abertas, como o X (antigo Twitter) e o Facebook. A PF indiciou Bolsonaro e mais 36 pessoas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Segundo a investigação, um dos seis núcleos identificados no esquema golpista era especializado em disseminar desinformação, utilizando táticas comuns em ambientes militares. Outro grupo concentrava seus esforços em incitar os militares. Diante dessas conexões, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou o compartilhamento do inquérito do golpe com outras investigações relacionadas às milícias digitais e à propagação de fake news.
