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Líder do governo na Assembleia diz que PEC Pablo Roberto só será apreciada em 2025
Líder do governo na Assembleia diz que PEC Pablo Roberto só será apreciada em 2025
Por Política Livre
04/12/2024 às 13:48
Foto: Divulgação/Arquivo

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rosemberg Pinto (PT), disse a este Política Livre que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite a parlamentares da Casa se licenciarem dos mandatos para assumir secretarias em municípios do interior só será apreciada em 2025. O texto interessa diretamente ao deputado estadual Pablo Roberto (PSDB), que almeja ser secretário em Feira de Santana sem perder o mandato.
"O problema é o momento. Fica parecendo que é uma PEC direcionada. E isso, para o Parlamento, cheira a interesses particulares em detrimento dos interesses coletivos. Dificilmente a gente consegue construir uma unidade sobre isso ainda este ano. O debate deve acontecer a partir do início de 2025", declarou Rosemberg.
Pablo foi eleito este ano vice-prefeito de Feira de Santana, na chapa encabeçada por José Ronaldo (União). Ainda no período eleitoral, ele já cogitava não assumir o cargo e seguir deputado, como revelou o Política Livre na época. A ideia do tucano era apenas se licenciar do mandato para ser secretário, com o advento da PEC, de autoria do deputado Manuel Rocha (União).
Entretanto, o suplente de Pablo, o ex-deputado Paulo Câmara (PSDB), articulou junto a Adolpho Loyola (PT), chefe de Gabinete do governador Jerônimo Rodrigues (PT), para que a PEC fosse travada na Assembleia, impedindo a votação em novembro. O objetivo da manobra era forçar Pablo a renunciar ao mandato parlamentar para assumir o posto ao qual foi eleito. Assim, Câmara assumiria a cadeira na Assembleia sem precisar dividir os cargos do gabinete, como é de praxe nessas situações.
O governo considera Pablo Roberto um adversário ferrenho, por conta da postura anti-PT do parlamentar, enquanto acredita que com Paulo Câmara, ligado ao deputado federal Elmar Nascimento (União), há abertura para diálogo e até aproximação.
Mas a articulação não funcionou, pois Pablo, irritado com o suplente, já avisou aos colegas que, mesmo sem a PEC, vai seguir deputado, renunciando ao posto de vice-prefeito, mesmo tendo em mãos uma pesquisa apontando o desejo dos eleitores feirenses de que ele assuma o cargo para o qual foi eleito.
Em conversa com o site, Rosemberg disse ainda que a PEC deve ser alterada para permitir que os deputados só possam se licenciar para assumir secretarias em municípios com mais de 200 mil eleitores. É a mesma tese defendida pelo presidente da Assembleia, deputado Adolfo Menezes (PSD), e já acordada com Manuel Rocha.
Atualmente, a Constituição baiana permite apenas que deputados estaduais se licenciem dos mandatos para assumir secretarias em Salvador.
