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Corregedoria da Polícia Militar de SP pede prisão de agente que atirou homem de ponte

Corregedoria da Polícia Militar de SP pede prisão de agente que atirou homem de ponte

Por Mônica Bergamo/Folhapress

04/12/2024 às 18:20

Foto: Reprodução/GloboNews

Vídeo flagrou policial jogando motociclista do alto de uma ponte

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo pediu a prisão preventiva do soldado de primeira classe Luan Felipe Alves Pereira, que atirou uma pessoa de uma ponte no fim de semana.

A decisão caberá ao Tribunal de Justiça Militar de SP.

Quatro policiais estavam envolvidos na perseguição a um motoqueiro. Apenas o que o atirou da ponte é alvo do pedido de prisão.

O policial foi flagrado jogando um homem do alto de uma ponte na região de Cidade Ademar, na zona sul da capital, após perseguição.

A ação ocorreu na rua Padre Antônio de Gouveia e foi registrada em vídeo divulgado na noite de segunda-feira (2) pelo Jornal da Globo e pela GloboNews.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) do estado declarou repudiar a conduta ilegal dos policiais e abriu um inquérito policial militar para investigar o ocorrido. Segundo a pasta, 13 policiais foram afastados de suas funções e cumprirão expediente na Corregedoria da Polícia Militar.

O caso causou forte impacto e teve ampla repercussão, e levou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a se manifestar de forma dura contra atos de violência da PM pela primeira vez em seu governo, prometendo providências.

"Policial está na rua pra enfrentar o crime e pra fazer com que as pessoas se sintam seguras. Aquele que atira pelas costas, aquele que chega ao absurdo de jogar uma pessoa da ponte, evidentemente não está à altura de usar essa farda. Esses casos serão investigados e rigorosamente punidos. Além disso, outras providências serão tomadas em breve", afirmou ele em seu perfil no X (ex-Twitter).

O secretário da pasta, Guilherme Derrite, também criticou a ação em manifestações nas redes sociais.

Os agentes de segurança envolvidos na perseguição pertencem à Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 24° Batalhão de Polícia Militar, com sede em Diadema, na Grande São Paulo. As imagens, que teriam sido registradas na noite de domingo ou na madrugada de segunda, mostram quatro policiais em ocorrência com um motoqueiro.

Um dos policiais é visto levantando uma moto do chão. Na sequência, mais dois agentes se aproximam, e o primeiro PM encosta o veículo perto da ponte. Um quarto agente então se aproxima segurando um homem que vestia uma camiseta azul, e, quando chegam perto do muro de segurança, o PM o levanta pela perna e arremessa para fora da ponte, em direção a um córrego.

Segundo a corporação, o homem arremessado está vivo, mas ainda não foi identificado. Uma outra pessoa que estava com ele no momento da abordagem foi detida.

Testemunhas disseram tê-lo visto no momento em que saía andando do córrego. Uma delas, que não quis se identificar, afirmou à reportagem que o homem caiu na parte de concreto e saiu com a cabeça machucada, com a testa sangrando.

Segundo os relatos de outros moradores da região, os policiais que perseguiam o rapaz também estavam de moto. Um dos agentes teria colidido de frente com o fugitivo quando ele tentou atravessar por dentro de um baile funk que ocorria no local.

O rapaz caiu no chão após a batida e começou a xingar o policial. Foi então, de acordo com os relatos, que um deles jogou o rapaz da ponte.

Conforme o registro policial obtido pelo UOL, os agentes que participaram da ocorrência omitiram terem jogado o homem da ponte. Relataram que o local era de risco por ser reduto histórico de bailes funk, mas que não encontraram nada ilícito durante a abordagem.

A notícia de mais um caso de violência policial ocorre em um contexto em que o governo Tarcísio é cobrado pelo aumento da letalidade da corporação e após outros casos de abusos da força.

Nos dados acumulados de janeiro a setembro, o número de pessoas mortas por policiais militares em serviço no estado de São Paulo cresceu 82% na comparação dos primeiros nove meses de 2024 com o mesmo período de 2023. Foram 474 mortes registradas de janeiro a setembro deste ano, ante 261 em 2023, segundo dados divulgados na SSP.

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