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Governo cumprirá arcabouço fiscal e está otimista com acordo UE-Mercosul, diz Alckmin
Governo cumprirá arcabouço fiscal e está otimista com acordo UE-Mercosul, diz Alckmin
Por Marcos Hermanson/Folhapress
26/11/2024 às 19:30
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O governo está otimista com o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul e cumprirá o arcabouço fiscal, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta terça-feira (26), durante o seminário Política Industrial para o Brasil.
O evento foi organizado pelo jornal Folha de S.Paulo e teve apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Alckmin participou por videochamada.
"Nós estamos muito otimistas, hoje está tendo a reunião, será a semana toda em Brasília, [do] acordo Mercosul União Europeia", afirmou o vice-presidente durante a fala inaugural do encontro.
"Poderemos ter um acordo ganha-ganha, importante para União Europeia, importante para o Mercosul e o Brasil, e [importante] na geopolítica mundial, nós estamos fortalecendo o multilateralismo".
A fala ocorre em meio a resistência de parte da Europa ao acordo. O presidente francês Emmanuel Macron se opõe ao tratado comercial, enquanto os agricultores daquele país protestam nas ruas.
O vice-presidente também exaltou a reforma tributária aprovada durante o governo Lula e a proposta de corte de gastos —que vem sendo prometida pelo governo há mais de um mês, mas ainda não foi formalmente apresentada.
"O Brasil vive um bom momento, reforma tributária aprovada, agora sendo regulamentada, o arcabouço fiscal vai ser cumprido", disse Alckmin.
"Teremos o lançamento das medidas de contenção de gastos, de austeridade fiscal, de melhor eficiência na área da despesa, para poder cumprir rigorosamente o arcabouço fiscal. Com isso, acredito que possamos ter amanhã juros mais baixos e de outro lado o PIB crescendo".
Na segunda-feira (25), o presidente Lula se reuniu com ministros para debater o pacote de cortes. A definição de mudanças no sistema de previdência dos militares é uma das razões para o atraso no anúncio das medidas, já que o estabelecimento dos 55 anos como idade mínima para aposentadoria gerou a necessidade de criar uma regra de transição, ainda não desenhada.
Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, tratou ainda do plano Nova Indústria Brasil, um pacote de medidas de R$ 300 bilhões para impulsionar o setor e tentar reverter o processo de desindustrialização.
Ele destacou as seis missões do programa: agroindústria, complexo industrial da saúde, infraestrutura urbana, transformação digital, descarbonização e setor de defesa. Também destacou a criação da Aliança Global dos Biocombustíveis, entre Índia, EUA e Brasil, a redução de burocracias para exportação e a criação das LCDs (Letras de Crédito de Desenvolvimento), que são títulos de financiamento da indústria nacional.
"A indústria está crescendo", disse o vice-presidente. "Quando a gente abre o PIB do segundo semestre, vê que é a indústria que está impulsionando o PIB, e especialmente a indústria de bens de capital, ou seja, é investimento que está fazendo a diferença".
