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"Não é cortando benefícios do povo para pagar conta dos juros que vamos conter inflação", afirma Gleisi Hoffmann

"Não é cortando benefícios do povo para pagar conta dos juros que vamos conter inflação", afirma Gleisi Hoffmann

Por Iander Porcella, Estadão Conteúdo

08/11/2024 às 20:20

Atualizado em 08/11/2024 às 20:21

Foto: Antônio Cruz / Arquivo / Agência Brasil

Presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), fez uma série de críticas ao mercado financeiro nesta sexta-feira (8), enquanto o governo discute um pacote de corte de gastos. A dirigente afirmou que não é "cortando benefícios do povo" para "pagar a conta" do aumento da taxa de juros que a inflação será combatida. Ela pediu que o Banco Central intervenha no mercado de câmbio.

"Está errada essa ciranda e o presidente Lula tem toda razão em criticar e agir com cautela e responsabilidade diante de toda essa pressão. Foi eleito pelo povo e não pelo mercado", publicou a petista na rede social X (antigo Twitter).

"O mercado está assanhado com o aumento do IPCA e dá-lhe pregar que precisa fazer urgente um pacote de cortes no orçamento do governo para conter a inflação, se não acontecerá o que aconteceu nos EUA, onde a inflação teria dado a vitória ao Trump Será isso mesmo? Do que decorre nossa inflação?", questionou Gleisi.

A presidente do PT, então, disse que a inflação brasileira não é de demanda, quando a economia está aquecida demais, mas de oferta, provocada pela crise climática e pelo aumento do dólar, "o maior vilão".

"Não é aumentando os juros e cortando benefícios do povo para pagar essa conta que vamos conter inflação. O mais urgente é o BC atuar no mercado de câmbio, o que ele pode e tem a obrigação de fazer", disse.

Gleisi defendeu que, "para pagar a conta dos juros estratosféricos", é preciso rever subsídios e desonerações fiscais e começar a reduzir a taxa Selic. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou os juros em 0,50 ponto porcentual, de 10,75% para 11,25% ao ano. A decisão foi unânime - com voto, inclusive, de Gabriel Galípolo, próximo presidente da autoridade monetária por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Sem falar de despesas do Judiciário e do Legislativo. Não é justo nem certo o povo pagar novamente a conta pela crise climática que já o castigou", emendou a presidente do PT, que já teve embates públicos com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a política econômica do governo.

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