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Aliados de Bolsonaro veem lacuna na descrição feita pela PF sobre suposto gabinete golpista
Aliados de Bolsonaro veem lacuna na descrição feita pela PF sobre suposto gabinete golpista
Por Fábio Zanini, Folhapress
19/11/2024 às 17:03
Atualizado em 19/11/2024 às 17:03
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Um dos pontos que bolsonaristas contestam no relatório da Polícia Federal sobre a suposta trama para matar Lula e Geraldo Alckmin é a menção genérica à composição de um eventual gabinete de emergência que tomaria o poder no Brasil após o golpe.
O trecho cita "alguns nomes de menor relevância" que fariam parte da estrutura ao lado das principais lideranças, mas não são nominados.
Isso, na visão de um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstraria que a PF é quem define quem são os implicados de maior ou menor relevância. Seria uma prova de arbitrariedade por parte dos investigadores e uma espécie de "self-service de provas".
O chefe do gabinete golpista, segundo a apuração da PF, seria o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e a coordenação-geral do órgão estaria a cargo do general Braga Netto, que foi ministro da Defesa.
Também estariam escalados, entre outros, o general Mario Fernandes, que foi secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência, e o coronel Elcio Franco, ex-número dois da pasta da Saúde. Entre os civis, o único citado é Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência da República, que seria o responsável pela área de relações institucionais.
