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Vinda de Gleisi Hoffmann à Bahia deixa sinais de que reta final eleitoral não terá a presença de Lula, a “bala de prata” das campanhas do PT
Vinda de Gleisi Hoffmann à Bahia deixa sinais de que reta final eleitoral não terá a presença de Lula, a “bala de prata” das campanhas do PT
Por Política Livre
02/10/2024 às 11:26
Foto: Divulgação/Arquivo

O desembarque da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, na Bahia a poucos dias das eleições municipais foi interpretado por alguns aliados como uma senha de que o presidente Lula realmente não deverá pisar em solo baiano, como ainda esperavam alguns integrantes locais do partido nessa reta final.
O apoio digital de Lula, através de vídeos, é bem-vindo, segundo dizem petistas, mas tem um poder de fogo menor, se comparado à mobilização que ele consegue provocar nas ruas, na imprensa e na sociedade de um modo geral quando faz a missa de corpo presente.
Ter Lula de carne e osso nas campanhas municipais na Bahia era uma espécie de “bala de prata” para as cidades que o PT elencou como prioritárias, a exemplo de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari.
Em Feira, aliados de Zé Neto projetam segundo turno, diante de um cenário em que Zé Ronaldo pode, como apontaram algumas pesquisas, sacramentar vitória no primeiro turno, mas com margem apertada.
Para fortalecer o petista, na crença de que ele tem chances reais de vitória, foi para a Princezinha do Sertão que se deslocaram alguns dos principais quadros do partido e do governo nos últimos quinze dias.
E eles permanecem animados. Segundo interlocutores, a presença de Lula seria, de fato, decisiva para Zé Neto, embora não haja evidência de que o apoio presidencial já tenha sido fundamental para vencer eleições em Feira - cidade que, tal qual Salvador, nunca foi governada pelo PT.
Em Conquista, mesmo em terceira posição nas pesquisas, Waldenor Pereira é tido como prioridade para o partido, conforme reforçou Gleisi Hoffmann na passagem por lá nesta terça-feira (1º), ocasião em que justificou a ausência de Lula.
“Eu não poderia deixar de vir aqui e trazer um abraço grande e forte de toda a direção nacional do PT e também do presidente Lula. Ele gostaria de ter tido tempo, gostaria de ter se dedicado aí pelas campanhas, mas a agenda da presidência, vocês estão vendo que está muito pesada, muita coisa acontecendo no Brasil, muita coisa pra cuidar".
Hoje (2), Gleisi tem agenda em Camaçari e Lauro de Freitas, para turbinar as campanhas de Luiz Caetano e Rosalvo, respectivamente.
Apesar de começar a campanha como líder absoluto nas pesquisas, Caetano viu o candidato do União Brasil, Flávio Matos, ganhar certo fôlego nas últimas semanas, o que causa que deve transformar a disputa no município numa das mais acirradas da sucessão na Região Metropolitana.
Um ato local com a presença de Lula não só ajudaria na ideia da perspectiva de vitória, como, ao mesmo tempo, frearia o mote de “virada” que vem sendo usado por Flávio.
Em Lauro de Freitas, a expectativa pela presença de Lula vem de um candidato que já foi às ruas defender o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2016, Rosalvo se juntou a um grupo que exibia uma faixa com o protesto “Fora Dilma”.
Oito anos depois, ele seria o escolhido da prefeita Moema Gramacho (PT) para a sucessão em
Lauro, mas, mesmo assim, tenta se distanciar da imagem da gestora.
Moema apresenta alto índice de reprovação popular. Assim, a associação com Lula se tornou peça chave na estratégia da campanha.
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