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STF deve derrubar lei que permitiu bets se protetivas não funcionarem, afirma governo
STF deve derrubar lei que permitiu bets se protetivas não funcionarem, afirma governo
Por José Marques/Folhapress
09/10/2024 às 21:06
Atualizado em 09/10/2024 às 21:06
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo

A AGU (Advocacia-Geral da União), braço jurídico do governo federal, afirmou em manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) que, caso as medidas de regulamentação das chamadas bets não funcionem, pode ser necessário derrubar a lei que liberou as plataformas de apostas em 2018.
Na manifestação, feita por determinação do ministro Luiz Fux, a AGU listou medidas que o governo tem tomado contra impactos negativos das bets.
O órgão afirma que a Lei das Bets, do ano passado, e portarias do governo tentam contornar a falta de regulamentação da norma de 2018 que autorizou esse tipo de aposta online no Brasil.
"No caso do Poder Executivo, [...] foram editados atos que reforçam a probidade financeira do processo, de proteção contra o vício e o endividamento e o impedimento do uso da modalidade em questão para a prática ou acobertamento de atividades ilícitas", diz a peça da AGU.
"Além disso, outras formas de regulamentação que visam a uma maior segurança e transparência para a atividade em questão já estão em curso", acrescenta o órgão.
Eles citam um estudo sobre o uso de recursos do cartão Bolsa Família para apostas online e uma ação de redução do número de marcas de apostas de quota fixa autorizadas a atuar no mercado nacional, com o bloqueio das contas irregulares e devolução dos valores depositados pelos apostadores.
"Embora a Administração Pública federal tenha se mostrado atuante no que diz respeito à regulamentação das apostas de quota fixa, os esforços estatais ainda não foram suficientes para impedir os efeitos colaterais decorrentes, em grande parte, da prolongada ausência de regulamentação", diz a AGU.
"Caso as medidas protetivas implementadas a partir da vigência da Lei 14.790/2023 e das Portarias Normativas do Ministério da Fazenda não alcancem o efeito esperado de afastar a situação de inconstitucionalidade causada pelas apostas de quota fixa online, talvez não reste outra alternativa senão o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei n. 13.756/2018, que institui essa modalidade de loteria em nosso ordenamento jurídico".
"No caso do Poder Executivo, [...] foram editados atos que reforçam a probidade financeira do processo, de proteção contra o vício e o endividamento e o impedimento do uso da modalidade em questão para a prática ou acobertamento de atividades ilícitas", diz a peça da AGU.
"Além disso, outras formas de regulamentação que visam a uma maior segurança e transparência para a atividade em questão já estão em curso", acrescenta o órgão.
Eles citam um estudo sobre o uso de recursos do cartão Bolsa Família para apostas online e uma ação de redução do número de marcas de apostas de quota fixa autorizadas a atuar no mercado nacional, com o bloqueio das contas irregulares e devolução dos valores depositados pelos apostadores.
"Embora a Administração Pública federal tenha se mostrado atuante no que diz respeito à regulamentação das apostas de quota fixa, os esforços estatais ainda não foram suficientes para impedir os efeitos colaterais decorrentes, em grande parte, da prolongada ausência de regulamentação", diz a AGU.
"Caso as medidas protetivas implementadas a partir da vigência da Lei 14.790/2023 e das Portarias Normativas do Ministério da Fazenda não alcancem o efeito esperado de afastar a situação de inconstitucionalidade causada pelas apostas de quota fixa online, talvez não reste outra alternativa senão o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei n. 13.756/2018, que institui essa modalidade de loteria em nosso ordenamento jurídico.
A confederação também pediu uma medida cautelar para sustar imediatamente a eficácia da lei, o que interromperia o processo de regulamentação.
A ida da confederação ao STF foi mais um capítulo da reação do mercado contra as bets. Há queixas de que as apostas têm drenado recursos de outros setores.
Segundo a ação, "ao aumentar a disponibilidade de apostas esportivas no Brasil, vem desencadeando de forma proporcional o endividamento das famílias, levando parte significativa da sociedade a um comportamento financeiro de altíssimo risco, e prejudicando consideravelmente a economia doméstica, o comércio varejista e o desenvolvimento social".
