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Muniz, Bacelar, Cacá, PSOL de Kleber e PCdoB: os cinco players que se fortaleceram na Câmara de Salvador
Muniz, Bacelar, Cacá, PSOL de Kleber e PCdoB: os cinco players que se fortaleceram na Câmara de Salvador
Por Política Livre
09/10/2024 às 11:07
Atualizado em 09/10/2024 às 11:21
Foto: Divulgação/Arquivo/ Montagem PL

Além do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que obteve uma esmagadora maioria na disputa pela reeleição, outros quadros e partidos saíram fortalecidos das urnas no último domingo (6) em Salvador, com resultados numéricos e políticos que podem ajudar a entender a dinâmica dos próximos passos da política em Salvador e, quiçá, até do cenário estadual.
Vizinho do Palácio Thomé de Souza, o vereador Carlos Muniz (PSDB), dono de 24.040 votos, já saiu das urnas com sua reeleição à presidência da Câmara encaminhada. Sua expressiva votação ajudou a elevar a bancada do partido na Casa, onda na qual se elegeu o novato tucano Rodrigo Amaral.
Ainda no domingo à noite, enquanto celebrava a vitória histórica com mais de 1 milhão de votos, o prefeito Bruno Reis declarou apoio público à permanência de Muniz no comando do Legislativo.
O gesto surtiu efeito. Nesta terça (8), Muniz já contabilizava o apoio oficial de 28 dos 43 vereadores. A permanência na presidência do Legislativo pode, segundo interlocutores, fazer Muniz até acalentar a ideia de disputar uma cadeira de deputado estadual em 2026.
O atual presidente da Câmara, a propósito, tem o patrocínio do Executivo porque foi peça fundamental para o prefeito Bruno Reis restabelecer o ambiente de águas tranquilas na Câmara após dois anos de turbulência sob a presidência de Geraldo Jr. (MDB), que ficou num humilhante terceiro lugar na disputa pelo Palácio Thomé de Souza.
Quem também saiu fortalecido das urnas foi o Podemos do deputado federal Bacelar, partido que, apesar de compor a coligação de Geraldo Jr. (MDB), conseguiu emplacar dois vereadores: Cláudio Bacelar (9.339 votos) e Randerson Leal (7.534 votos). Ambos conseguiram driblar o enorme desgaste do cabeça de chapa da coligação de que faziam parte, Geraldo Jr.
A eleição de Cláudio Bacelar aponta para uma vitória particular do deputado federal Bacelar, de quem ele é filho. Já Randerson Leal, filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV), conseguiu a reeleição e desta vez terá um mandato completo, já que ele chegou à Câmara como suplente do ex-vereador Henrique Carballal (então PDT), que foi um dos coordenadores da campanha de Geraldo Jr.
Com a segunda maior votação proporcional (139.132 votos), ficando atrás apenas do União Brasil (190.950 votos), o PP é outro partido que ganhou musculatura no campo municipal. O resultado foi puxado pelo desempenho expressivo de Jorge Araújo, candidato com mais votado da cidade, com 36.065 votos, e ainda a performance de Maurício Trindade, com 17.665 votos, e de Sandro Filho, de apenas 19 anos, que teve 12.565.
A boa dianteira ajudou a legenda pilotada em Salvador por Cacá Leão a fazer uma bancada de cinco vereadores, entre os quais estão George, o Gordinho da Favela, e Sidninho, este último eleito pela média de votos.
A eleição foi definitivamente vitoriosa também para o PSOL, partido nanico em estrutura que desbancou a campanha milionária do vice-governador Geraldo Jr. e fez Kleber Rosa terminar a corrida eleitoral no surpreendente segundo lugar.
Também por causa da votação do seu candidato a prefeito, o PSOL registrou o feito inédito de colocar dois representantes na Câmara de Vereadores: Eliete Paraguaçu (8.479 votos), apoiada diretamente por Kleber, e Hamilton Assis (7.691), afilhado do deputado estadual Hilton Coelho.
Eles vão compor uma bancada de oposição de apenas 10 vereadores, sob risco de ser ainda mais reduzida. Assim como o PSOL, o PCdoB fez dois vereadores, com a reeleição de Augusto Vasconcelos (11.385 votos) e a volta da ex-vereadora Aladilce Souza (8.514 votos).
Em outra mão, o principal derrotado na sucessão foi o PT, que terá uma única representante na Câmara, a vereadora reeleita Marta Rodrigues, irmã do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que obteve13.840 votos.
Ficaram pelo caminho os vereadores Lessa, Suíca e Tiago Ferreira. O prognóstico de terra arrasada estava no ar desde a escolha de Geraldo Jr. como candidato único do governo do Estado ao Thomé de Souza.
