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Ministério da Justiça cita 17 presos por crimes eleitorais no segundo turno pelo país
Ministério da Justiça cita 17 presos por crimes eleitorais no segundo turno pelo país
Por Lucas Marchesini/Bruna Fantti/Gustavo Luiz/Jardiel Carvalho/Folhapress
27/10/2024 às 16:40
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

O Ministério da Justiça informou que 17 pessoas foram presas neste domingo (27) em decorrência de supostos crimes eleitorais.
Desse total, 10 foram em João Pessoa (PB), 3 em Niterói (RJ), 2 em Campo Grande (MS), 1 em Imperatriz (MA) e 1 em Pelotas (RS).
O balanço da pasta, atualizado às 15h deste domingo, conta 46 crimes eleitorais. O mais comum é o de boca de urna, com 17 ocorrências, e propaganda irregular, com 11.
A pasta lista ainda uma arma apreendida e três candidatos conduzidos para a Polícia Federal.
A PF informou que bens totalizando R$ 92,5 mil foram apreendidos durante as votações R$1,1 mil em espécie. Entre os bens apreendidos, está um carro de R$ 57 mil.
Em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, 38 pessoas haviam sido detidas sob suspeita de envolvimento em boca de urna. Niterói e Petrópolis são os únicos municípios do estado que estão realizando o segundo turno neste domingo (27).
Os incidentes em Niterói ocorreram em sete locais, incluindo o Clube Naval Charitas, onde 11 pessoas foram detidas; no Barreto, com cinco conduzidos; e em Piratininga, onde quatro pessoas foram levadas. Até as 11h30, duas urnas apresentaram falhas e precisaram ser substituídas. As seções eleitorais estarão abertas até as 17h.
O presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), Henrique Carlos de Andrade Figueira, fez um apelo aos eleitores, alertando sobre o mau tempo. Ele pediu que as pessoas se dirijam o quanto antes aos locais de votação, pois a forte chuva da tarde pode dificultar o processo eleitoral e aumentar a abstenção, destacando a importância da participação de todos no "dia de festa da democracia".
Em São Paulo, a Polícia Militar recolheu totens com a caricatura e o número do atual prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) por volta das 9h30 deste domingo (27), em frente à escola estadual Seminário Nossa Senhora da Glória.
Alguns dos materiais de campanha irregular de Nunes estavam a menos de 500 metros do colégio do bairro Ipiranga no dia do segundo turno das eleições municipais de São Paulo.
A campanha de Boulos entrou com pedido na Justiça Eleitoral, e a decisão para a retirada foi emitida pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini. O magistrado justificou que a prática se enquadra como crime eleitoral, tendo em vista que no dia da eleição "é vedada qualquer tipo de propaganda eleitoral, facultada apenas a manifestação individual e silenciosa do eleitor".
No primeiro turno, o prefeito superou o candidato da oposição, deputado federal Guilherme Boulos (PSOL ), nesta mesma região da zona sul da capital paulista.
