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Ex-governador Requião acena a candidata bolsonarista, mas diz que vai analisar propostas

Ex-governador Requião acena a candidata bolsonarista, mas diz que vai analisar propostas

Por Catarina Scortecci/Folhapress

10/10/2024 às 22:02

Atualizado em 10/10/2024 às 22:02

Foto: Reprodução/Instagram

O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião (Mobiliza)

O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião (Mobiliza), derrotado nas eleições à Prefeitura de Curitiba neste domingo (6), não descartou a possibilidade de voto na candidata bolsonarista Cristina Graeml (PMB), que enfrenta Eduardo Pimentel (PSD) no segundo turno da disputa.

Requião defende que as duas propostas para a cidade sejam analisadas. Ele também voltou a criticar o governo paranaense, de Ratinho Junior (PSD), padrinho político de Pimentel nesta campanha, além do governo Lula (PT).

Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (9), Requião criticou o argumento de uma ala da esquerda que defende o voto em Pimentel, da direita tradicional, "contra o fascismo de Cristina", da direita radical. Para ele, trata-se de "bobagem".

"Agora estão com essa conversa mole: temos que apoiar o Pimentel contra o fascismo. Será verdade isso? Acho que a gente tem que comparar as propostas. Porque quem privatizou a Copel, privatiza a prefeitura inteira", diz ele, em referência à recente desestatização da companhia de energia paranaense conduzida pelo governo Ratinho Junior.

"Mas não me vem com esta conversa mole de combate ao fascismo", continua ele. "Não é bem assim. Isso é uma ilusão. A prefeitura tem limites, até operacionais. Vamos analisar as propostas reais", defende ele, que, em São Paulo, pede voto ao candidato Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo PT.

Requião continuou: "Vamos avaliar qual será melhor, qual se afasta das privatizações desonestas. Vamos deixar de lado esta palhaçada de luta contra o fascismo. Isso já foi por água abaixo. Vamos examinar com cuidado e tomar a posição correta no segundo turno".

Em Curitiba, a principal coligação da esquerda na disputa, encabeçada por Luciano Ducci (PSB) e com apoio do PDT e PT, já sinalizou neutralidade no segundo turno e não deve declarar voto. Militantes da esquerda, contudo, avaliam votar no candidato que consideram "menos pior". Ducci ficou na terceira posição, com 19,4% dos votos.

Cristina afirma que é conservadora nos costumes e liberal na economia, além de defensora de um estado enxuto. Ela segue toda a cartilha bolsonarista —do antipetismo à defesa do voto impresso, da desconfiança da vacina contra Covid à bandeira de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, Cristina fala de "presos políticos".

Também diz que é contra o que chama de "ideologia de gênero" e se define como antifeminista, conforme diretriz do PMB (Partido da Mulher Brasileira), que "está em processo de mudança de nome para Por Mais Brasil", costuma explicar.

Embora o PL de Jair Bolsonaro esteja na chapa de Pimentel, o ex-presidente permitiu que Cristina utilizasse um vídeo no qual ele admite torcer pela candidata.

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