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Datafolha: Paes (54%) vê cair de novo vantagem para Ramagem (22%) no Rio

Datafolha: Paes (54%) vê cair de novo vantagem para Ramagem (22%) no Rio

Por Italo Nogueira/Folhapress

03/10/2024 às 19:40

Foto: Tata Barreto/Divulgação

O prefeito Eduardo Paes (PSD) em agenda de campanha

A três dias das eleições municipais, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), mantém a liderança nas intenções de voto para sua reeleição ao cargo, mas vê a folga em relação ao deputado federal Alexandre Ramagem (PL) se reduzir novamente, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3).

O prefeito tem 54% das intenções de voto, uma oscilação negativa de 5 pontos percentuais em relação ao que registrou nas últimas duas pesquisas do Datafolha. O resultado ainda garante a reeleição no primeiro turno, mas Ramagem manteve sua tendência de alta, atingindo 22% —tinha 17% há duas semanas e 11% há um mês.

Contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa do Datafolha, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número RJ-00823/2024, ouviu 1.106 eleitores de terça (1º) até esta quinta-feira (3). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

A redução na distância entre os dois principais candidatos já era esperada pelos profissionais das duas campanhas. Com a ampliação da taxa de conhecimento de Ramagem e a associação de seu nome ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a dúvida que resta é se o candidato do PL conseguirá crescer até domingo (6), dia da votação, a ponto de ameaçar a vitória de Paes no primeiro turno.

Ramagem manteve o avanço entre aqueles que votaram no ex-presidente há dois anos, atingindo 47% desta fatia do eleitorado, contra 34% de Paes (há uma mês, o prefeito estava na frente, com 45% a 29% nesta fatia).

Contudo, o prefeito demonstra resiliência entre os evangélicos, geralmente associados ao bolsonarismo. Nesse grupo, o atual mandatário tem 44% das intenções de voto, contra 28% de Ramagem, segundo o levantamento. Há um mês, Paes tinha 55% neste grupo contra 12% do nome do PL.

A polarização da disputa deixou o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) na terceira posição, com seu pior resultado numérico na série de levantamentos na cidade: 4% das intenções de voto —tinha 7% há duas semanas.

Atrás dos três, aparecem estagnados o deputado federal Marcelo Queiroz (PP), com 2%, e o deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP), todos com 1%. Carol Sponza (Novo) e Henrique Simonard (PCO) foram citados, mas não alcançaram 1%.

Declararam que pretendem anular o voto 10% dos entrevistados, enquanto outros 4% disseram ainda não saber em quem votar.

Ao se considerar os votos válidos (excluindo brancos/nulos e os indecisos), os únicos considerados pela Justiça Eleitoral para calcular os resultados, o prefeito tem 63%, Ramagem, 25% e Tarcísio, 5%. Para conquistar o cargo de prefeito, os candidatos precisam obter 50% mais um dos votos válidos, e não totais.

Paes manteve o patamar na pesquisa espontânea, em que o entrevistado declara seu voto sem que lhe sejam apresentadas as opções.

O prefeito foi citado espontaneamente por 43% dos entrevistados (foram 44% há duas semanas), enquanto o deputado do PL foi de 11% para 17%. Tarcísio se manteve com 3% das menções espontâneas dos entrevistados.

Entre os evangélicos, fatia do eleitorado que os candidatos dedicaram especial atenção nesta campanha, as menções espontâneas a Paes atingem 32% e a Ramagem, 21%.

O avanço do deputado do PL e a ampliação de sua associação a Bolsonaro também aparenta ter efeitos colaterais em outros índices medidos pelo Datafolha.

O candidato do PL manteve-se como o mais rejeitado entre os postulantes ao Palácio da Cidade. Entre os entrevistados, 36% declararam não votar nele de jeito nenhum —mesmo patamar dos 37% registrados há duas semanas.

Assim como viu uma oscilação negativa de 5 pontos percentuais nas intenções de voto, Paes registrou oscilação positiva de 4 pontos percentuais em sua rejeição, chegando a 21%.

Outra oscilação negativa de Paes, dentro da margem de erro, foi a avaliação de sua gestão à frente do município. Declararam considerar bom ou ótimo o terceiro mandato do prefeito 46% dos entrevistados, 5 pontos percentuais a menos do que há duas semanas.

Com a iminência da votação, a taxa de eleitores que declaram estar totalmente decididos atingiu 77% —eram 64% há cerca de um mês. O percentual entre os adeptos de Paes (80%) e Ramagem (82%) é semelhante.

Entre aqueles que afirmam poder mudar de voto, 25% indicam o prefeito como segunda opção, enquanto 16% mencionam Ramagem.

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