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Campos Neto chama de 'boa notícia' mudança de bandeira na conta de luz

Campos Neto chama de 'boa notícia' mudança de bandeira na conta de luz

Por Nathalia Garcia/Folhapress

25/10/2024 às 21:10

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chamou de "boa notícia" a mudança para bandeira amarela na conta de luz dos brasileiros em novembro, anunciada nesta sexta-feira (25) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

"Acabamos de ter a boa notícia de que teremos bandeira amarela [de tarifa de energia]. Muitos de vocês [economistas] estão ajustando a projeção de inflação para novembro", afirmou o chefe da autoridade monetária em reunião com investidores, organizada pelo Itaú, em Washington, nos Estados Unidos.

A observação foi feita logo no início da apresentação, quando Campos Neto falava da trajetória de alta da inflação de alimentos e de energia na América Latina. Atualmente, está em vigor no Brasil a bandeira vermelha patamar 2.

A cobrança extra da tarifa de energia altera os cálculos de projeção para a inflação. Para este ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) trabalha com a hipótese de bandeira tarifária amarela em dezembro em seu cenário de referência.

Puxada pela alta da energia elétrica, a inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou a 0,54% em outubro, após marcar 0,13% em setembro, segundo dados divulgados na quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos Estados Unidos, Campos Neto afirmou que o dado da prévia da inflação foi "marginalmente pior" e disse também que o BC está olhando atentamente os componentes para entender a dinâmica da variação de preços à frente.

O presidente do BC também ressaltou que eventos que impactam a produção de alimentos têm aumentado "quase exponencialmente". "Os lugares onde você tem os maiores eventos são exatamente os lugares onde você produz a maior quantidade de alimentos", acrescentou.

Quanto à questão fiscal, ele deu ênfase ao ceticismo do mercado financeiro e afirmou que o país precisa de notícias positivas para reverter o pessimismo dos economistas, que se refletiu no aumento do prêmio de risco (rentabilidade adicional cobrada pelos investidores no Brasil).

"O governo [Lula] acabou de dizer que vai anunciar algumas medidas [de corte de gastos] depois da eleição, na próxima semana. Precisamos de notícias que produzam um choque positivo para reverter um pouco o prêmio de risco que vimos crescer nas últimas semanas", afirmou.

Um dia depois de dizer que os preços no mercado brasileiro parecem "um pouco exagerados", Campos Neto afirmou que não é trabalho do BC dizer que o mercado está errado.

Segundo o chefe do BC, é difícil encontrar uma economia emergente que tenha déficit primário menor que 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), a evolução da dívida bruta do Brasil está em linha com a de seus pares e taxa do juro longo não parece compatível com os fundamentos da economia.

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