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PSB acusa Marçal de usar dados obtidos com venda de cursos para disparo de emails
PSB acusa Marçal de usar dados obtidos com venda de cursos para disparo de emails
Por Arthur Guimarães/Folhapress
02/09/2024 às 07:20
Atualizado em 02/09/2024 às 07:48
Foto: Zeca Ribeiro/Arquivo/Agência Câmara

O PSB, partido da candidata Tabata Amaral, ajuizou neste domingo (1º) mais uma ação contra o adversário Pablo Marçal (PRTB). A legenda acusa o influenciador de usar dados obtidos em atividades comerciais para disparar emails com conteúdo eleitoral.
A deputada federal anunciou que havia entrado com a ação no debate promovido pela TV Gazeta e pelo canal MyNews na noite deste domingo. A candidata já havia dito que revelaria novos indícios de irregularidades contra o empresário durante o programa.
Na ação, o PSB de Tabata acusa Marçal de descumprir exigências legais sobre o tratamento de dados. No caso, ao promover um envio massivo de emails a eleitores após a Justiça determinar a desativação dos perfis do candidato.
A ordem partiu do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª zona eleitoral de São Paulo. O magistrado acolheu argumentos aventados também pelo PSB de que Marçal cometeria abuso econômico ao promover cortes monetizados.
Agora, no novo processo, o partido diz haver evidências de que Marçal se valeu de banco de dados da atividade empresarial dele para disparar e-mails com conteúdo eleitoral sem as formalidades exigidas pelas regras eleitorais.
A legenda apresenta um print de tela com o que seria o conteúdo de um email da campanha do empresário em resposta à decisão judicial que suspendeu as redes dele:
"E aí, General!
Marçal na área…
Passando aqui para avisar a vocês que a Justiça Eleitoral podem suspender os meus perfis nas redes sociais a qualquer momento.
Isso não passa de uma tentativa desesperada da esquerda de tentar frear a minha vitória em 1º Turno…
É por isso que eu preciso da ajuda de vocês, aqui embaixo vão estar todas as minhas contas reservas.
Cai para dentro dos links e me segue nos novos perfis [sic]".
De acordo com o PSB, o envio sugere uma possível violação tanto das normas eleitorais quanto da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), que exige transparência e o devido tratamento dos dados pessoais.
A sigla afirma haver "fundadas suspeitas de que o candidato utilizou dados obtidos em atividades comerciais (tais como a venda de cursos ou produtos empresariais) para fins eleitorais".
A ação diz que pessoas receberam as mensagens sem nunca terem autorizado a utilização dos dados pessoais delas para isso e que a única relação delas tinham com Marçal era comercial —na forma de compra de produtos, cursos e mentorias.
"O candidato serve-se da estrutura de suas empresas para fazer bombar suas novas redes sociais, sendo essa uma conduta vedada e que (sendo cumpridas as obrigações legais direcionadas a qualquer candidato) deixa rastros que a Justiça Eleitoral deve seguir", afirma o partido.
Além de Marçal, também são acusados o PRTB municipal e o presidente da sigla em São Paulo, Levy Fidelix Filho.
O PSB afirma ainda que, no registro de candidatura do influenciador junto à Justiça Eleitoral e na plataforma DivulgaCand, não houve a disponibilização de um canal de comunicação acessível aos eleitores para temas de proteção de dados.
Ao final, a legenda pede a indicação do canal de comunicação e a apresentação de documentos a respeito do tratamento de dados, além de que a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) seja informada, para avaliação de eventuais sanções.
