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Mercadante rebate Bolsonaro e diz que lucro do BNDES era fruto da venda de patrimônio

Mercadante rebate Bolsonaro e diz que lucro do BNDES era fruto da venda de patrimônio

Por Danielle Brant, Folhapress

21/08/2024 às 13:05

Atualizado em 21/08/2024 às 13:05

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Presidente do BNDES, Aloizio Mercadante

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, rebateu nesta quarta-feira (21) declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o lucro do banco de fomento em sua gestão e afirmou que o resultado era fruto da venda de patrimônio da instituição.

Mais cedo, Bolsonaro usou uma rede social para dizer que, durante seu governo, o banco havia tido aumento no lucro e resultado recorde histórico de R$ 12,5 bilhões, "subindo 46,2% frente aos R$ 8,6 bilhões de 2021."

"Hoje, com a volta do sistema, as prioridades que sempre foram outros países, usualmente ditaduras socialistas ideologicamente ligadas ao PT, por um projeto de manutenção no poder, além de não pagarem as dívidas feitas com o dinheiro do aumento de impostos e taxas do povo brasileiro, retorna-se novamente a seu ritmo 'democrático pujante e inabalável' da era PT/ Social Democracia", escreveu Bolsonaro.

Em resposta, Mercadante afirma que "é preciso deixar claro que, diferente da gestão anterior, o atual lucro do BNDES se deve basicamente à intermediação financeira, principal atividade de um banco de fomento, o que alavanca os investimentos e gera emprego e renda em nosso país", diz.

"No passado, o lucro líquido do BNDES, celebrado por alguns que não têm nada mais a apresentar, estava relacionado à venda de patrimônio do Banco. A opção da atual gestão de manter a carteira de investimentos do BNDES resultou no recebimento de R$ 12,9 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio, em razão da valoração de 32% da carteira desde o fim da gestão anterior", complementa.

O presidente do banco cia o aumento de 204% nas aprovações de crédito para a agropecuária no primeiro semestre, de 157% para a indústria, de 90% para comércios e serviços e de 66% para infraestrutura, em relação ao primeiro semestre de 2022.

Segundo ele, no início da gestão o BNDES estava com funding e liquidez comprometidos. "A carteira do Banco no início da gestão anterior era de R$ 514 bilhões. Ao final, era de R$ 479 bilhões, uma queda nominal de 7%", indica Mercadante.

Ele afirma ainda que o caixa médio do banco de fomento ao final do governo Bolsonaro era de apenas R$ 16 bilhões, "especialmente em razão de devoluções antecipadas ao Tesouro". "Estamos reconstruindo o caixa do banco que, neste semestre, alcançou a marca de R$ 45 bilhões", diz.

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