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Geraldo Júnior afirma ter superado desconfiança da esquerda e critica antigo grupo político
Geraldo Júnior afirma ter superado desconfiança da esquerda e critica antigo grupo político
Por Redação
30/08/2024 às 11:58
Atualizado em 30/08/2024 às 11:59
Foto: Reprodução/Arquivo

O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), falou ao jornal "O Globo" sobre sua trajetória política e a decisão de deixar o grupo liderado pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União). Agora candidato à prefeitura com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Geraldo Júnior disse que antes da mudança de lado vivia "na infelicidade" e que sua escolha foi motivada por uma busca por coerência e autonomia.
"Ninguém permanece com o seu coração e com o pensamento no passado. Ninguém pode ficar com pensamentos que lhe levam ao mesmo lugar," disse Geraldo. Ele reconheceu que em 2018 seu grupo havia apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que em 2022, diante de "ameaças à democracia", ele e seu partido revisaram seus conceitos.
"A democracia estava sob ameaça. Revimos conceitos. O mundo não para no passado. Ninguém me pediu em 2022 um atestado de em quem votei em 2018. Fui aceito pela esquerda," completou.
Geraldo Júnior também foi questionado sobre declarações passadas de que se entendia com o ex-prefeito ACM Neto (União) "pelo olhar". "Quantas vezes seu olhar já deve ter lhe traído? Essa comunicação pelo olhar foi equivocada. É como uma relação societária, matrimonial. Fique na infelicidade, na infidelidade. Tomei a decisão (de mudar de lado) porque sempre fui leal, coerente com as minhas posições. Eu não poderia ficar mais num grupo político que tentava tirar minha autonomia", disse.
Sobre as críticas e resistências que ainda enfrenta dentro de algumas correntes da esquerda, especialmente do PT, o vice-governador minimizou a questão, afirmando que já conquistou seu espaço. "Lógico que não. Sou aclamado no coração da esquerda. Logicamente não tenho como agradar a todos. Não são tendências e correntes do PT que declararam apoio ao candidato do PSOL. São pessoas que têm a liberdade e a democracia. Já fui chancelado pela esquerda e pelo PT em 2022", pontuou.
