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TJ-BA celebra o “Julho das Pretas” com debates sobre direitos e resistência das mulheres negras
TJ-BA celebra o “Julho das Pretas” com debates sobre direitos e resistência das mulheres negras
Por Redação
24/07/2024 às 09:56
Atualizado em 24/07/2024 às 09:56
Foto: Divulgação

Em um ato de compromisso com o fortalecimento e a garantia dos direitos das mulheres negras, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, promoveu o encontro “Julho das Pretas” na segunda-feira (22). O evento reuniu representantes de entidades de militância antirracista, chefes de órgãos públicos e integrantes do Tribunal.
A presidente do TJ-BA, desembargadora Cynthia Resende, marcou presença e destacou a Lei nº 12.987/2014, que institui o dia 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A magistrada ressaltou os atos de resistência de Tereza, líder do Quilombo do Quariterê, no território do atual Mato Grosso, que lutou contra a escravização no Brasil no século XVIII. Na data, também é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
A desembargadora, também, mencionou a primeira juíza negra do país, Mary de Aguiar Silva, que atuou entre 1962 e 1995 no Tribunal de Justiça da Bahia, sendo reconhecida e homenageada pelo TJ-BA ainda em vida, em 28 de novembro de 2018, vindo a falecer em 2021, aos 95 anos. A presidente citou uma conversa com a secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, no dia 18/7, realçando que o TJ-BA está de portas abertas para combater qualquer tipo de discriminação e violência contra mulheres negras.
“O apoderamento das questões próprias exige um trabalho de grande esforço dirigido ao letramento racial e ao entendimento da condição e da potência das mulheres negras. Ícones como Tereza de Benguela, Mary de Aguiar Silva e tantas outras heroínas negras do passado e do presente devem ser reverenciados e festejados. O exemplo é um poderoso fator de convencimento e adesão para muitas meninas e mulheres do nosso país e do nosso estado”, afirmou a desembargadora Cynthia Resende sobre a importância de homenagear essas figuras históricas e de dedicar o mês de julho à luta e à resistência das mulheres negras.
