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Vereador que praticou xenofobia contra baianos culpa 'peso das árvores' por deslizamentos e propõe retirada de mata
Vereador que praticou xenofobia contra baianos culpa 'peso das árvores' por deslizamentos e propõe retirada de mata
Por Redação
16/05/2024 às 09:50
Atualizado em 16/05/2024 às 09:50
Foto: Divulgação

Durante a sessão na Câmara de Caxias do Sul, na terça-feira, 14, o vereador Sandro Fantinel, do Partido Liberal do Rio Grande do Sul, atribuiu os deslizamentos na região ao "peso das árvores" ao longo das estradas. Com o intuito de prevenir futuros desastres, ele anunciou sua intenção de propor um projeto de lei que solicita a remoção de 5 metros de vegetação em ambos os lados das principais vias do interior do Estado.
“Estamos enfrentando leis ambientais extremas que estão impedindo o desenvolvimento do Rio Grande do Sul por causa do meio ambiente”, começou o vereador, que considera a 'área verde' do Estado como algo negativo. Para ele, a situação em que o Estado se encontra não se trata de um problema ‘do Executivo’ ou de ‘projetos’, mas, sim, de órgãos ambientais que não deixam “tocar” em áreas por conta de nascentes ou matas nativas, como cita.
“Eu vou apresentar um projeto nesta casa para que em todas as estradas principais do interior sejam retiradas a vegetação 5 metros para cada lado. [...] Porque, o que faz desmoronar? O que faz cair a barreira? O peso das árvores. Porque com os solos encharcados, as raízes não seguram mais. Com o peso, despenca tudo junto com a terra.. E faz todos os desastres que vimos aí”, explicou. A informação é do "Terra".
Fantinel é o mesmo vereador que no ano passado praticou xenofobia contra o povo baiano, por ocasião do episódio envolvendo vinícolas acusadas de manter trabalhadores em regime de semi-escravidão. "A única coisa que eu disse dos baianos é que eles gostam só de tocar tambor e ficar na praia né. Se a gente fosse ter essa conversa em um outro momento, a pessoa iria dizer: 'ah, é verdade. É a cultura deles, não tem nada de mal'. O problema é que entrou em um contexto que foi interpretado como forma de falar mal deles", disse ele à época.
