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Shopee vende um pé de sapato por vez para não pagar imposto

Shopee vende um pé de sapato por vez para não pagar imposto

Por Julio Wiziack/Folhapress

28/05/2024 às 20:34

Foto: Reprodução

Shopee

Para driblar a taxação de produtos importados até US$ 50 e enviar sapatos aos clientes brasileiros, a Shopee comercializa mocassins copiados da Ferragamo com orientação para que os pés sejam adquiridos em duas compras separadas para escapar da Receita Federal.

Na Shoppe, o par sai por R$ 490, já com o frete de cada compra separada. O modelo original é comercializado em sites especializados a mais de R$ 5.000.

"São necessários dois pedidos separados. Porque os preços começam em US$ 50 no Brasil", diz o vendedor no site da Shopee, que explica que o valor em dólar equivale a R$ 260. "Isso ajuda você a evitar taxas alfandegárias".

Com a prática, o cliente consegue driblar as regras impostas pelo Remessa Conforme, que isenta de impostos as importações até US$ 50.

Praticamente todos os produtos do vendedor, identificado como "Yabiaovq43.br", são comercializados por R$ 230 e enviados da China Continental. A orientação para fracionar o pedido, no entanto, aparece apenas neste anúncio do mocassim.

Na Shopee há mais de dois meses, o vendedor já realizou 961 vendas. O mocassim cópia da Ferragamo foi comprado quatro vezes, segundo a página da Shopee.

PRESSÃO NACIONAL

A isenção para produtos até US$ 50, criticada por empresários brasileiros, está em discussão na Câmara dos Deputados, que analisa, nesta semana, a possibilidade de retomar a tributação dos importados de menor valor.

A votação sofre forte pressão contrária da indústria e do varejo nacional, que alegam competição desleal por parte das plataformas de ecommerce asiáticas, como Shopee, AliExpress e Shein.

O IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) enviou representação à PGR (Procuradoria Geral da República) pedindo providências contra as plataformas asiáticas que permitiam a venda de produtos proibidos pela Anvisa e não vistoriados pelo Inmetro.

Além disso, a perícia enviada à PGR apontava prática comum das plataformas de fracionar encomendas para driblar o imposto de importação para produtos com valores acima dos US$ 50.

Segundo o levantamento do IDV, a cada quatro pedidos internacionais com mais de um item adquirido, três tiveram fracionamentos de pacote, fazendo com que o valor do produto ficasse abaixo do limite estipulado pelo governo brasileiro com o Remessa Conforme.

Em votação prevista para esta terça (28), a Câmara dos Deputados pode acabar com essa isenção. A medida consta em uma emenda incluída no projeto de lei que cria o Mover, programa de incentivo aos veículos menos poluentes.

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