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Reoneração não foi a ideal, mas atende às expectativas, diz autor de projeto

Reoneração não foi a ideal, mas atende às expectativas, diz autor de projeto

Por Danielle Brant/Folhapress

10/05/2024 às 18:45

Atualizado em 10/05/2024 às 18:45

Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo

Autor do projeto da lei de desoneração da folha, senador Efraim Filho (União-PB)

Autor do projeto da lei de desoneração suspensa pelo ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), o senador Efraim Filho (União-PB) avalia que a reoneração gradual da folha apresentada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) não é a ideal, "mas atende às expectativas" dos envolvidos.

O ministro propôs uma diminuição gradual da cobrança da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta e um retorno, também gradual, da contribuição sobre a folha de salários na direção da alíquota de 20%. A alíquota será de 5% em 2025; 10% em 2026; 15% em 2027, chegando ao patamar de 20% em 2028.

"O acordo foi a arte do possível. Foi uma conquista, a partir do ponto de que não se extinguiu uma política pública que é importante na geração de empregos no Brasil, que valoriza os setores intensivos em mão de obras", diz Efraim.

"É claro que o ideal para o Congresso seria os quatro anos totalmente desonerados, mas essa modelagem do primeiro ano desonerado e depois a reoneração gradual atende às expectativas", afirma.

Para o senador, o "melhor dos mundos" seria a folha totalmente desonerada, como na lei aprovada. "E o pior dos mundos seria a decisão do Supremo Tribunal Federal que revogou por completo o benefício".

Efraim diz que o esforço agora é tratar dos municípios, que devem ter uma modelagem diferente. "Não é de reoneração gradual. O que se espera nos municípios é o estabelecimento de alíquotas menores do que 20%, que é o que é cobrado atualmente para municípios de pequeno porte, com comprometimento da sua receita líquida".

O senador afirma que a Fazenda tem mais interesse em negociar o estoque de dívida que existe com a Previdência. "Então o governo procurar fazer um refinanciamento dessa dívida, parcelar, dar condições, mexer mais com o estoque do passado e não comprometer tanto o fluxo futuro", diz.

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