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Governo apaga vídeo de evento em que Lula fez campanha antecipada para Boulos em SP
Governo apaga vídeo de evento em que Lula fez campanha antecipada para Boulos em SP
Por Renato Machado/Folhapress
01/05/2024 às 19:20
Atualizado em 24/10/2025 às 17:24
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal apagou de seus canais oficiais a transmissão do ato do Dia do Trabalho em que o presidente Lula (PT), durante o seu discurso, fez campanha para o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL).
A manifestação do presidente foi vista por especialistas como indício de infração eleitoral por campanha antecipada.
O evento foi transmitido ao vivo pelo CanalGov, mas a transmissão não consta mais no perfil oficial no YouTube. Apenas está ainda presente no canal do próprio Lula, que utilizou justamente a transmissão do CanalGov. O link divulgado do CanalGov com a transmissão agora aparece "vídeo indisponível" e com mensagem dizendo que "este vídeo é privado".
A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) foi procurada, mas não se manifestou até a publicação dessa reportagem.
Lula participou nesta quarta-feira (1º) do ato organizado pelas centrais sindicais. O evento aconteceu no estacionamento da Neo Química Arena, o estádio do Corinthians, na zona leste da Capital.
Boulos estava no palanque, ao lado de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e outros ministros do governo federal. O mandatário então usou parte de sua fala para exaltar o pré-candidato, que é o nome do PT para a disputa na cidade de São Paulo.
Lula disse que o pleito paulistano seria uma "verdadeira guerra" e pediu para que seus eleitores votem no deputado federal na disputa para a Prefeitura de São Paulo.
"Ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições", disse Lula. "Vou fazer um apelo: cada pessoa que votou no Lula em 89, em 94, em 98, em 2006, em 2010, em 2018… 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo."
A legislação eleitoral impõe restrições à propaganda na chamada pré-campanha e proíbe pedido de voto. Advogados consultados pela reportagem afirmaram ver indícios de ilícito eleitoral na fala de Lula, que ficaria sujeito a multa de R$ 5.000 a R$ 25 mil.
A propaganda eleitoral será permitida somente após o dia 16 de agosto, quando as candidaturas já estiverem registradas na Justiça Eleitoral.
