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'Cada uma dessas vidas perdidas deixa cicatrizes profundas na sociedade', diz Ireuda Silva sobre feminicídios
'Cada uma dessas vidas perdidas deixa cicatrizes profundas na sociedade', diz Ireuda Silva sobre feminicídios
Por Redação
29/04/2024 às 13:53
Atualizado em 29/04/2024 às 16:54
Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, expressou profunda preocupação diante dos alarmantes dados de feminicídio na Bahia. Segundo informações divulgadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), entre os anos de 2017 e 2023, foram registrados 672 casos de feminicídio no estado. A análise desses dados revela que 92,6% desses crimes foram cometidos por companheiros, ex-companheiros e namorados.
A republicana disse que é inaceitável que tantas mulheres continuem sendo vítimas de feminicídio e aponta para a necessidade de medidas eficazes que possam frear esse massacre. "É inadmissível que tantas mulheres continuem sendo vítimas de feminicídio em nosso estado. Esses dados mostram que ainda precisamos avançar muito em nossos mecanismos de proteção. Cada uma dessas vidas perdidas deixa cicatrizes profundas nas famílias e na sociedade como um todo ", enfatizou.
Além disso, a Bahia enfrenta outro triste recorde, conforme revelado pela Rede de Observatórios da Segurança, projeto do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec). No ano de 2023, o estado registrou o maior número de feminicídios entre os oito estados analisados pela rede, totalizando 129 casos.
“É crucial que a sociedade como um todo se mobilize. Devemos educar, conscientizar e envolver homens, mulheres, jovens e crianças na construção de um ambiente onde a violência contra mulher seja inaceitável”, enfatiza Ireuda Silva. “Isso não é apenas uma questão de leis, mas de valores humanos fundamentais”.
