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Vamos criar juízo, diz Nunes ao defender homenagem a Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal
Vamos criar juízo, diz Nunes ao defender homenagem a Michelle Bolsonaro no Theatro Municipal
Por Carolina Linhares, Folhapress
14/03/2024 às 14:47
Atualizado em 14/03/2024 às 14:47
Foto: Divulgação/Arquivo

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi questionado nesta quinta-feira (14) sobre o uso do Theatro Municipal para uma homenagem a Michelle Bolsonaro (PL). Nunes defendeu a medida, dizendo que o espaço em São Paulo já foi usado para uma série de eventos e que a homenagem foi aprovada na Câmara Municipal.
Segundo ele, "não é salutar para a democracia" que a homenagem seja alvo de questionamento somente por se tratar da mulher de Jair Bolsonaro (PL).
"A democracia, ela é ampla, a democracia é para todos. [...] Foi a Casa do Povo que aprovou a homenagem. [...] Por que estão tendo esse questionamento? Não é porque ela cometeu algo de errado, porque ela não merece o título. Estão fazendo isso porque ela é esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gente, vamos criar juízo. Que democracia é essa? Democracia da hipocrisia?", questionou.
Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, da Folha, parlamentares do PSOL acionaram a Justiça e o Ministério Público Eleitoral de São Paulo para barrar a cerimônia de entrega do título de cidadã paulistana à ex-primeira-dama.
O espaço foi cedido pela gestão do prefeito para a realização do evento, que está previsto para ocorrer no próximo dia 25. O decreto legislativo que dá a honraria a Michelle foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo em novembro do ano passado.
Normalmente, essas cerimônias ocorrem na própria Casa. A justificativa dada é que o espaço legislativo não comportaria o número de convidados. O Theatro Municipal tem capacidade para 1.523 pessoas.
Nunes é candidato à reeleição em São Paulo e tem Bolsonaro como cabo eleitoral. Nunes e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) lideram tecnicamente empatados a pesquisa Datafolha divulgada nesta semana sobre a corrida eleitoral de 2024 para a Prefeitura de São Paulo.
Com a polarização nacional consolidada no pleito municipal, Boulos marca 30% e Nunes tem 29% —estão isolados do segundo pelotão de pré-candidatos. O psolista tem o presidente Lula como seu cabo eleitoral, enquanto o prefeito conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tabata Amaral (PSB) marca 8%, seguida de Marina Helena (Novo) com 7%, Kim Kataguiri (União Brasil) com 4% e Altino (PSTU) com 2%.
Outros 14% declaram voto em branco ou nulo, enquanto 6% não sabem em quem votar. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
