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Rosemberg sonda deputados do governo para indicação ao Conselho de Ética da Assembleia, mas nega que motivação seja Binho Galinha

Rosemberg sonda deputados do governo para indicação ao Conselho de Ética da Assembleia, mas nega que motivação seja Binho Galinha

Por Política Livre

12/03/2024 às 21:45

Atualizado em 12/03/2024 às 21:45

Foto: Divulgação/Agência ALBA

O líder do governo na Assembleia, deputado Rosemberg Pinto (PT)

Parece que finalmente a Assembleia Legislativa voltará a ter um Conselho de Ética instalado. Depois da indicação dos membros da oposição, o líder do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT), já começou a escalar o "time" da bancada da maioria para integrar o colegiado. Ele negou, no entanto, que a decisão seja motivada por conta das denúncias do Ministério Público e da Polícia Federal contra o deputado Binho Galinha, acusado de liderar uma milícia em Feira de Santana.

Ao Política Livre, Rosemberg informou que são sondados para o conselho os deputados José Raimundo (PT), Alex da Piatã (PSD), Bobô (PCdoB), Fátima Nunes (PT), Felipe Duarte (PP), Luciano Araújo (Solidariedade), Marcelino Galo (PT), Ângelo Coronel Filho (PSD), Ricardo Rodrigues (PSD) e Maria del Carmen (PT).

O conselho é formado por 16 membros, sendo oito titulares e oito suplentes. Por ter maioria, a base governista indica cinco titulares, e a oposição três. O líder da minoria, Alan Sanches (União), escalou como titulares os deputados Sandro Régis (União), que é o corregedor parlamentar da Assembleia e tem a obrigação regimental de ser selecionado, Samuel Júnior (Republicanos) e Tiago Correia (PSDB).

Rosemberg deve indicar parlamentares experientes para a titularidade do Conselho de Ética. Em conversa hoje com o site, ele negou que o colegiado será instalado para investigar as denúncias contra Binho Galinha, alvo de operação da Polícia Federal em dezembro de 2023 e cujo processo tramita em segredo de Justiça.

"Quem deve julgar o deputado Binho Galinha é a Justiça. A Assembleia só deve fazer algo se for a pedido da Justiça. Não temos poder de polícia. O conselho julga infrações cometidas pelos parlamentares em episódios dentro da Assembleia, da atividade parlamentar, e não fora, e deve ser instalado. Não estamos agindo sob pressão de ninguém", declarou.

No início da semana, o presidente de Assembleia, Adolfo Menezes (PSD), cobrou publicamente dos líderes do governo e da oposição da instalação do Conselho de Ética. Ele informou que a Assembleia foi oficiada pelo Ministério Público sobre o processo contra Binho Galinha, que faz parte da base governista no Legislativo. Depois disso, Alan Sanches indicou os membros da oposição para o colegiado.

Hoje, no entanto, Alan negou que também tivesse agido sobre pressão. "O conselho não será instalado por causa de Binho Galinha, e sim porque deve ser instalado, para que possa funcionar quando for demandado", frisou.

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