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Premiê da Espanha visita Lula e critica Israel, mas evita falar em genocídio

Premiê da Espanha visita Lula e critica Israel, mas evita falar em genocídio

Por Marianna Holanda, Folhapress

06/03/2024 às 16:12

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante encontro com o presidente Lula em Brasília

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou nesta quarta-feira (6) a postura de Israel na Faixa de Gaza, mas evitou repetir o termo "genocídio" utilizado pelo presidente Lula (PT) e por outros críticos de Tel Aviv .A declaração ocorreu após reunião bilateral e declaração conjunta com o brasileiro, no Palácio do Planalto.

Sánchez foi diretamente questionado se concorda com a classificação dada por Lula, mas deu uma resposta pouco direta.

"Depois de 30 mil mortes, nós temos dúvidas razoáveis de que Israel esteja cumprindo o direito internacional humanitário. Eu já disse isso em várias oportunidades, e sempre que perguntam repito o mesmo", completou o espanhol, chamando também a atenção para o descreveu como uma "devastação que está deixando a Faixa de Gaza em uma situação que vai exigir décadas para a reconstrução"

A resposta do governo israelense aos ataques terroristas do Hamas levaram a uma crise humanitária em Gaza, com crianças e mulheres sendo a maioria dos mais de 30 mil mortos. Em sua fala, Lula afirmou que há 30 toneladas de alimentos que não chegam na região. Reportagem da Folha apontou nesta terça (5) que há pacotes de ajuda humanitária enviados pelo Brasil e bloqueados na fronteira entre Gaza e Egito.

Lula também citou o ataque em que o Exército de Israel atirou contra civis que aguardavam para receber alimentos. Mais de 110 palestinos morreram na ofensiva, segundo o Hamas, em um episódio que intensificou os comentários de que Tel Aviv atua de forma desproporcional no conflito. Israel assumiu a responsabilidade pela morte de dez palestinos e disse que os demais morreram em decorrência da confusão e dos pisoteamentos que se seguiram.

Segundo o presidente brasileiro, o ataque deveria soar como um apelo à humanidade. "Não percamos humanismo que tenha dentro de nós, não sejamos algoritmos, sejamos seres humanos de verdade, e percebamos que o que está acontecendo lá é verdade, [é] genocídio", afirmou.

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