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PSOL quer investigação de corregedor indicado por Tarcísio que esteve em reunião golpista de Bolsonaro

PSOL quer investigação de corregedor indicado por Tarcísio que esteve em reunião golpista de Bolsonaro

Por Mônica Bergamo, Folhapress

20/02/2024 às 14:24

Foto: Reprodução/Polícia Federal

Vídeo apreendido pela Polícia Federal mostra uma reunião em que Jair Bolsonaro convoca seus ministros a fazerem 'alguma coisa' antes das eleições de 2022 para impedir a vitória de Lula

A Bancada Feminista, mandato coletivo do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), acionou o Ministério Público Federal (MPF) para pedir que o ex-controlador-geral da União Wagner do Rosário seja investigado por sua participação na reunião com teor golpista realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes das eleições de 2022.

Rosário é hoje chefe da Controladoria-Geral do Estado de São Paulo, após ser indicado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A representação protocolada no MPF também pede que ele seja afastado de suas funções atuais.

Em julho de 2022, Rosário estava à frente da Controladoria-Geral da União (CGU) e participou da reunião com Bolsonaro e membros do alto escalão do governo em que foram discutidos cenários para contestar a lisura das eleições.

No encontro, ele chamou de "uma merda" um relatório técnico do órgão que não encontrou fraude no sistema de votação.

As parlamentares do PSOL argumentam que a participação e as falas de Rosário na reunião afrontam o Estado democrático de Direito.

"Ele utilizou de seu cargo para tentar fraudar o processo eleitoral e para fins privados, bem como a sua nomeação posterior como corregedor-geral do estado viola o patrimônio público e a moralidade administrativa, o que enseja a investigação", diz o documento.

O vídeo da reunião foi divulgado após a deflagração da operação da Polícia Federal que teve como alvo Bolsonaro e militares do seu entorno. No encontro, o ex-mandatário questiona as urnas eletrônicas e fala de opções se Lula (PT) ganhasse as eleições.

Na gravação, o ex-ministro da CGU diz que o órgão deveria atuar em conjunto com a Polícia Federal e as Forças Armadas para dar força à atuação crítica dos militares ao sistema eleitoral. "Aí já não é mais as Forças Armadas falando. São três instituições. E a gente tem que se preparar para atuar em força-tarefa nesse negócio", afirmou.

Rosário também mencionou um relatório da CGU, concluído em dezembro de 2022. "Eu recebi o último relatório de fiscalização [...] e não tive coragem de mandar. O relatório estava horrível, uma merda, não falava nada com nada (...)", disse ele.

O relatório da CGU não identificou nenhuma fraude no sistema de votação.

Procurado pela Folha, o ex-ministro disse, em nota, que a sua fala "teve como objetivo a garantia de que as eleições transcorressem com normalidade, e que houvesse fiscalização que garantisse plena segurança, transparência e confiabilidade para o processo eleitoral".

"Qualquer outra leitura acerca do que foi dito trata-se de mera ilação", afirmou ainda.

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