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‘Momento é positivo, mas exige cautela dos bancos centrais’, diz Galípolo

‘Momento é positivo, mas exige cautela dos bancos centrais’, diz Galípolo

Por Célia Froufe e Eduardo Laguna/Estadão Conteúdo

16/02/2024 às 12:35

Foto: Fábio Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

Sobre o Brasil, Galípolo pontuou que a atividade também vem surpreendendo positivamente

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira, 16, que autoridades monetárias, assim como economistas, lidam com um paradoxo entre o desempenho resiliente tanto da atividade econômica quanto do mercado de trabalho e o processo de desinflação ainda mostrando bom comportamento. Segundo Galípolo, a correlação pouco usual entre as variáveis econômicas explica a cautela adotada pelos bancos centrais nas decisões sobre juros.

“Tem muita novidade em como essas correlações vêm se apresentando no mundo. Por isso, é importante manter cautela”, comentou Galípolo durante live realizada pela Bradesco Asset para debater os rumos da política monetária.

Segundo o diretor do BC, as surpresas positivas são, talvez, a marca principal do momento da economia global. “Não só fomos surpreendidos pela diferença entre o esperado e o que ocorreu (nos indicadores), mas também pela correlação pouco usual entre variáveis. Isso tem feito com que as autoridades monetárias estejam mais data-dependent”, disse.

Sobre o Brasil, Galípolo pontuou que a atividade também vem surpreendendo positivamente, com correlação igualmente incomum frente aos preços. Ele também destacou que o real, amparado por resultados positivos da balança comercial, apesar da desaceleração chinesa, apresentou bom comportamento mesmo nos momentos de maior volatilidade dos Treasuries (títulos americanos).

Apesar disso, assim como acontece em outros mercados, as surpresas e a correlação não usual entre variáveis também exigem cautela do BC no Brasil, ponderou Galípolo.

Inflação americana

Ele disse ainda que os últimos dados da inflação nos Estados Unidos, mais altos do que o esperado, não afetaram as expectativas, assim como o plano de voo da autarquia no Brasil.

Apesar disso, essa mudança de percepção no mercado não teve grandes impactos em termos de revisão de expectativas no Brasil, o que, segundo Galípolo, acentua a recomendação de o BC seguir a “trajetória de voo” indicada, com a “devida cautela”.

O diretor do BC observou que, ainda que o diferencial entre os juros dos Estados Unidos e do Brasil se aproxime de um nível historicamente baixo, os investidores consideram que, comparado a outras alternativas, o Brasil segue apresentando um diferencial atrativo, dando margem para o BC prosseguir no ciclo de flexibilização monetária.

Galípolo observou que não existe uma meta de diferencial de juros perseguida pelo BC. Apesar da preocupação da transmissão cambial à inflação, o diretor do BC destacou na live o bom comportamento do real. Ele ressaltou que o BC vem adotando uma postura de cautela, observando indicadores “a cada momento”.

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