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Governo pede para base evitar ‘salto alto’ com prévia da arrecadação e cobra foco na Câmara
Governo pede para base evitar ‘salto alto’ com prévia da arrecadação e cobra foco na Câmara
Por Augusto Tenório/Estadão
16/02/2024 às 18:00
Atualizado em 16/02/2024 às 20:01
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O clima de euforia tomou conta das lideranças governistas nesta sexta-feira (16) com a prévia da arrecadação indicando alta de 6% em janeiro. Mas logo os parlamentares receberam recado do Planalto para não subir no “salto alto” e manter o foco na pauta econômica, especialmente na Câmara, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) recém formalizaram um armistício político.
O alerta foi repassado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Enquanto colegas avaliam que o resultado da arrecadação tira a corda do pescoço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na sua corrida para equilibrar as contas públicas e buscar o déficit zero, Guimarães ressalta a manutenção das prioridades do governo neste semestre: “precisamos concluir a regulamentação da reforma tributária, votar a MP da reoneração da folha de pagamento e analisar os vetos presidenciais”.
“Essa melhora na arrecadação é resultado do que plantamos em 2023. Mas não abriremos mão de votar as matérias econômicas, pois elas sustentam a melhoria do ambiente econômico do Brasil”, completa o parlamentar.
Para Guimarães, o momento está propício ao diálogo, após a pacificação na relação do presidente da Câmara com o Planalto. Lira está rompido com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, mas conseguiu linha direta com o próprio presidente da República.
A reunião de Lira e Lula ocorreu após o presidente da Câmara fazer duras críticas à articulação política do governo. Na abertura do ano Legislativo, no início de fevereiro, Lira cobrou o Planalto por ‘acordos firmados’ e disse que Orçamento Geral da União não é decisão somente do Executivo.
O estopim da crise de Lira com o Planalto ocorreu após o presidente presidente da República vetar R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão no Orçamento de 2024, o que deixou os parlamentares descontentes.
