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BNDES aporta R$ 500 milhões em fundo de infraestrutura voltado à transição energética

BNDES aporta R$ 500 milhões em fundo de infraestrutura voltado à transição energética

Por Folhapress

20/02/2024 às 17:30

Atualizado em 20/02/2024 às 17:30

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Prédio do BNDES em Brasília

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai aportar R$ 500 milhões em um fundo de infraestrutura gerido pelo Pátria Investimentos, gestora líder em investimentos alternativos na América Latina.

A quantia, que se soma a outros R$ 500 milhões aportados por IFC (International Finance Corporation), membro do Grupo Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da América Latina e por outros investidores institucionais.

Segundo o Pátria, o fundo vai investir em projetos ligados à transição energética, além de saneamento, logística e transporte, mobilidade urbana e telecomunicações.

Segundo o Pátria, a ideia é captar até R$ 5 bilhões no longo prazo, principalmente junto a investidores institucionais. É incerto quanto deste montante irá, de fato, para projetos ligados à transição energética.

O fundo financiará pequenos e médios projetos de infraestrutura, incluindo propostas executadas do zero. Nesse modelo, as garantias dadas ao financiador são os ativos do próprio projeto e os fluxos de caixa esperados no futuro. Não há, portanto, necessidade de carta de fiança.

Cada projeto selecionado pelo Pátria receberá inicialmente entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões.

"O investimento no Pátria Infra Crédito FIDC tem potencial de ampliar ainda mais a atuação do BNDES no financiamento ao setor [de infraestrutura], em especial no apoio a pequenos e médios projetos que apresentam maior dificuldade de acesso a estruturas tradicionais de financiamento e ao mercado de capitais", afirmou a diretora de mercado de capitais e finanças sustentáveis do BNDES, Natália Dias, em evento nesta terça-feira (20), no Rio de Janeiro.

Natália disse também que o fator fundamental na decisão de aporte de recursos foi "a alocação prioritária em setores alvo do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), incentivando a alocação de capital de impacto e cobrindo companhias com menor visibilidade de mercado".

Na avaliação do BNDES, o fundo do Pátria dialoga com ao menos quatro eixos do Novo PAC do governo federal: transição e segurança energética, cidades sustentáveis e resilientes, água para todos e transporte eficiente e sustentável.

"Projetos ligados aos setores de atenção do novo fundo, como as áreas de energia, transporte e saneamento, são extremamente importantes para o desenvolvimento do país, à medida que contribuem para a transição energética e ajudam a resolver gargalos estruturais que melhoram a eficiência da economia e a qualidade de vida das pessoas", afirmou Marcelo Souza, sócio e chefe do setor de energia da Pátria Investimentos.

O fundo em questão foi selecionado por meio de chamada pública promovida pelo BNDES para seleção de fundos de investimento com foco em infraestrutura. A iniciativa busca desenvolver o mercado de capitais, acelerar o investimento privado em infraestrutura e viabilizar melhorias de longo prazo na qualidade dos serviços do setor no país.

O Pátria atua na área de infraestrutura há cerca de 20 anos e tem ativos na área avaliados em R$ 35 bilhões.

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