Bolsa abre em alta e caminha para novo recorde nesta terça (19)
Por Folhapress
19/12/2023 às 11:11
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

A Bolsa brasileira caminha para um novo recorde nesta terça-feira (19). Às 10h39, o Ibovespa sobe 0,60%, a 131.875 pontos, o que seria um novo recorde nominal de fechamento. Na véspera, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo subiu 0,68%, a 131.083, uma nova marca histórica.
Em termos reais, porém, o recorde está longe. Se for considerada a inflação, o pico do Ibovespa seria de 177.098 pontos, quando corrigido pelo IPCA atual, e de 212.305 pontos, quando corrigido pelo IGP-M, ambos atingidos em maio de 2008, antes da crise financeira. Os cálculos são da Economatica.
Já o dólar abriu em queda frente ao real nesta terça, após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central, que baixou o juro de 12,25% para 11,75%. Investidores também operam em expectativa por dados de inflação dos Estados Unidos desta semana.
Já o dólar caía 0,82%, a R$ 4,8636. Na véspera, a divisa fechou a R$ 4,9033, em baixa de 0,70%.
Em sua ata, o Copom diz que "houve um progresso desinflacionário relevante, em linha com o antecipado pelo comitê, mas ainda há um caminho longo a percorrer para a ancoragem das expectativas [convergência em direção aos alvos perseguidos pelo BC] e o retorno da inflação à meta, o que exige serenidade e moderação na condução da política monetária", escreveu.
Segundo agentes do mercado, a entrada de moeda estrangeira no Brasil beneficia o real ante o dólar, bem como o leve viés de baixa da divisa americana também no exterior.
Já Leandro Petrokas, diretor de pesquisa e sócio da Quantzed, vê a queda do dólar como um um movimento mais ligado ao cenário interno. "O mercado avalia negociações envolvendo a reforma tributária. Com um fiscal mais robusto, há chances de mais quedas do dólar contra o real", afirma.
Agora, o mercado aguarda novos dados sobre a inflação americana nesta sexta (22), para alinhar apostas sobre uma possível queda de juros nos EUA. Caso haja arrefecimento das pressões de preços, o Fed (BC dos EUA) pode ter de que afrouxar a política monetária mais cedo, o que tornaria o dólar menos atraente quando comparado a divisas arriscadas de retornos mais elevados, como o real.
