Polarização persiste mesmo com Lula tentando atrair segmentos bolsonaristas
Por Redação
31/10/2023 às 08:34
Atualizado em 31/10/2023 às 08:34
Foto: Reprodução

Um ano após a eleição, a polarização entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), continua evidenciando sinais de resiliência. Pesquisas de avaliação de governo, confrontos no Congresso Nacional e nas redes sociais indicam que, de acordo com especialistas, a intensificação do debate político, destacada pela estreita diferença entre Lula e Bolsonaro no segundo turno em 30 de outubro de 2022, está se tornando o "novo normal". A reportagem é do jornal "O Globo".
O Palácio do Planalto reconhece desafios na conquista de eleitores bolsonaristas, mas ainda mantém expectativas de atrair segmentos, como evangélicos e policiais, que mantêm resistências.
O retorno de Lula para um terceiro mandato, duas décadas após sua primeira presidência, é observado com cautela por seus opositores. Em setembro deste ano, uma pesquisa do Datafolha revelou que 38% dos eleitores avaliam o governo de forma positiva, enquanto 31% o avaliam de forma negativa. Esse cenário, com ligeiras variações, se assemelha à aprovação de Bolsonaro medida pelo instituto em agosto de 2019, quando 29% consideravam a gestão ótima ou boa, e 38% a viam como ruim ou péssima.
A divisão do eleitorado em três grupos de tamanhos semelhantes - 30% considerando ambos os governos como regulares - contrasta com as gestões anteriores. Nos primeiros mandatos de Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e do próprio Lula no Executivo, pelo menos quatro em cada dez eleitores viam positivamente o início de seus governos, e apenas um em cada dez desaprovava.
