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IPCA-15 desacelera a 0,21% em outubro, apesar da pressão da passagem aérea

IPCA-15 desacelera a 0,21% em outubro, apesar da pressão da passagem aérea

Por Leonardo Vieceli/Folhapress

26/10/2023 às 09:11

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

IPCA-15 desacelera a 0,21% em outubro, apesar da pressão da passagem aérea

A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) subiu 0,21% em outubro, o que significa uma perda de força após a alta de 0,35% em setembro.

É o que apontam dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na mediana, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,20% em outubro.

Com o novo resultado, o IPCA-15 passou a acumular alta de 5,05% em 12 meses. Nessa comparação, a variação era de 5% até setembro.

A coleta dos preços do IPCA-15 ocorre entre a segunda metade do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação. Neste caso, setembro e outubro, respectivamente.

Por ser divulgado antes, o IPCA-15 sinaliza uma tendência para os preços no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.

No IPCA, a coleta ocorre ao longo do mês de referência do levantamento. O resultado de outubro ainda não está fechado. Será publicado pelo IBGE no dia 10 de novembro.

O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do Brasil, servindo como referência para o regime de metas do BC (Banco Central).

No acumulado de 2023, o centro da meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,25%. A tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais (4,75%) ou para menos (1,75%).

Ou seja, a meta será cumprida se o IPCA ficar dentro desse intervalo até dezembro. A inflação estourou a medida de referência em 2021 e 2022.

Na mediana, analistas do mercado financeiro projetam alta de 4,65% para o IPCA em 2023, conforme a edição mais recente do boletim Focus, divulgada pelo BC na segunda (23).

Isso quer dizer que a previsão está abaixo do teto da meta deste ano (4,75%). Um dos motivos para a recente baixa das projeções é a trégua da inflação dos alimentos em um cenário de maior oferta de produtos em 2023.

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